António Zambujo

António Zambujo

"Sou um homem de família, sossegadito. Já fui mais boémio"

O cantor António Zambujo atrasou a entrevista 24 horas mas tinha uma boa desculpa, acabara de chegar do Japão. Onde se apresentara perante uma plateia menos expansiva do que aquela onde iria estar nessa mesma noite, em Gondomar. A vida dele agora é assim, de um lado para o outro, sempre atrás das canções que o tornaram famoso, tal como o Pica do 7. Afinal, até hoje ninguém encheu 28 coliseus de Lisboa e do Porto! A conversa é feita sem pressa, com respostas assertivas e sem fugir aos temas, enquanto o dia-a-dia decorre no Jardim das Amoreiras. Ainda revela que tem 17 novas músicas gravadas no telemóvel, o seu estúdio privado e onde regista tudo o que lhe vem à cabeça esteja onde estiver. Quando passa por ali a cantora Luísa Sobral, não deixam de trocar ideias sobre uma letra que ela está a terminar e tem uma palavra polémica.

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António Zambujo & Miguel Araújo à conversa

Dois músicos, duas guitarras, algumas cervejas e um sofá. Os primeiros ensaios para a esgotadíssima maratona de 17 concertos nos coliseus de Lisboa e Porto - que começa na quarta-feira - aconteceram aqui mesmo, na sala de estar da casa de António Zambujo, no Bairro Alto. Pelo meio, fizeram um intervalo para uma conversa sobre a amizade de 16 anos e estes «serões» musicais, intimistas q.b., em que o improviso tem lugar marcado e as crianças e os avós também entram.