António Capinha

António Capinha

Neonazis e extrema-direita Os telhados de vidro do Kremlin

O argumento usado pelo Kremlin para a invasão da Ucrânia foi a desnazificação do país. É verdade que a Ucrânia tem alguns sinais da presença de partidos da extrema-direita. É o caso da União Pan-Ucraniana "Liberdade", também conhecida por Svoboda. Mas a extrema-direita nas eleições de 2019 obteve apenas 2% dos votos, muito baixo dos valores nalguns países da Europa. Depois há o já célebre Batalhão Azov, tão odiado por Moscovo. Pois bem, não parece razoável invadir um país soberano por causa do desenho da sua composição partidária, ou devido a um batalhão tido como nazi com cerca de mil e quinhentos elementos, aliás todos eles, hoje, prisioneiros de guerra da Rússia.

António Capinha

Debates. Curtos, incisivos e a cobrir as partes essenciais?

Curtos, sem dúvida que sim! Não se entende este formato de debates com 12 minutos e 30 segundos para cada um dos participantes falarem das suas propostas, responderem às perguntas do entrevistador e ripostarem contra as afirmações dos seus adversários. Pouco tempo para tudo isto. Compreende-se a dificuldade na organização de debates com nove forças partidárias, sobretudo à luz do que são as prioridades televisivas. Mas não seria possível poupar no tempo dedicado ao comentário ou, quem sabe, cortar um pouquinho nos espaços desportivos e estender um tanto o espaço dos debates? Ou, por exemplo, complementá-los com uma entrevista de 15/20 minutos a cada um dos líderes partidários de modo a que os portugueses pudessem conhecer melhor as propostas que estão em jogo? Não é todos os dias que temos eleições!