Adolfo Mesquita Nunes

Adolfo Mesquita Nunes

O começo de um partido

O começo de um livro é precioso, escreveu Maria Gabriela Llansol, num livro que há muito escolhi guardar em mim. Comprei-o num dia inicial, que eu queria limpo como no "Recado" de Al Berto; em que me apetecia transformar esse início num objeto, como se fosse possível encapsular a expectativa em algo físico, apropriável. Tenho-o comigo desde então, porque me tem valido de muito, até de inspiração, até de discurso - que o citei num congresso do CDS há uns anos -, mas sobretudo de advertência, instrução.

Adolfo Mesquita Nunes

O começo de um partido

O começo de um livro é precioso, escreveu Maria Gabriela Llansol, num livro que há muito escolhi guardar em mim. Comprei-o num dia inicial, que eu queria limpo como no "Recado" de Al Berto; em que me apetecia transformar esse início num objeto, como se fosse possível encapsular a expectativa em algo físico, apropriável. Tenho-o comigo desde então, porque me tem valido de muito, até de inspiração, até de discurso - que o citei num congresso do CDS há uns anos -, mas sobretudo de advertência, instrução.

Opinião

O Estado e a família

Lembro-me da primeira vez que me disseram que eu não defendia os valores da família, que os relativizava no meu liberalismo. Lembro-me do dia, do sol que nos cegava. Lembro-me da roupa que vestia, calças verdes e uma T-shirt estupidamente larga, alaranjada. Lembro-me de quem o disse, do dedo espetado, acusador. Lembro-me dos aplausos, do coro. Lembro-me disso tudo e por isso tudo me lembro de ter procurado um sítio para ficar sem que ninguém me visse, sem reagir.