Adolfo Mesquita Nunes

Opinião

DN+ A marcar passo, é como estamos

Os recentes arrufos entre as esquerdas dão bem conta do que têm sido estes três anos de governação: negociação permanente, para cá e para lá, cede aqui e cede ali, agora brilhas tu e depois brilho eu, ai que o Bloco se antecipou, lá vem o PCP que amuou, e mais os sindicatos a pedir, e os mercados a reagir, e é preciso não dar nas vistas na Europa, e faz mais um grupo de trabalho para entreter a esquerda, e redige aí um acordo ambíguo para dar para os dois lados, e que querem eles agora?, mas as propostas são impossíveis, não há dinheiro, talvez haja dinheiro, vamos fingir que há dinheiro, mas porque é que eles estão amuados?, e quem autorizou a Bloco a antecipar a medida?, claro, agora vem o PCP pedir satisfações, e eu só quero o Orçamento aprovado, depois na execução trocamos as voltas a isso tudo.

Adolfo Mesquita Nunes

Precisamos de liberdade económica

Só superaremos o medíocre comportamento que a economia portuguesa manifesta desde 2000 com a opção pela liberdade económica. Sem a liberalização da economia continuaremos a marcar passo. Pode parecer estranho este repto, porque há a ilusão de que somos um país de neoliberalismo, mas se há índice em que nos afastamos decisivamente dos nossos parceiros é o da liberdade económica. No ranking mundial estamos em 72.º, a Letónia em 28.º, a Irlanda em 6.º. O que temos por cá não é liberalismo, portanto. Um capitalismo de Estado, talvez, ou de compadrio, mas não um verdadeiro liberalismo.