A espreguiçar na rede

A espreguiçar na rede

Quem é que disse que o Facebook já era?

A morte lenta do Facebook foi uma notícia grandemente exagerada. Desculpem-me a fácil variação sobre a frase de Mark Twain, mas não resisti, tendo em conta o que muito já se disse e escreveu acerca dos alegados efeitos do caso Cambridge Analytica. Em previsões nitidamente recheadas de wishful thinking, alguns analistas sublinharam o facto de a rede social ter reduzido (ligeiramente) o número de utilizadores ativos no último trimestre do ano passado (nos EUA e Canadá), ligaram-no aos estudos de mercado que diziam que os miúdos preferem o Instagram, e associaram tudo isto à sua ideia de que deveria haver uma real onda de fundo contra a plataforma por causa dos abusos na partilha de dados pessoais. E declararam que estávamos no princípio do fim de uma era.

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A televisão na Europa continua nos anos 50

Que sentido faz, num mundo digitalmente ligado, continuarem a existir fortes restrições regionais relativamente aos conteúdos televisivos? No dia em que as normas europeias passam a obrigar a que todos os conteúdos digitais pagos estejam disponíveis ao cliente por todo o espaço comunitário - norma positiva que só peca por tardia -, convém lembrar que, tal como acontecia em meados do século passado, nem todos os cidadãos europeus são iguais relativamente àquilo que podem ver (e ouvir ou ler) legalmente.

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Sem truques, a AI está a criar um novo mundo

Daqui a 20 anos a sociedade vai estar muito diferente. Dezenas de tipos de empregos desaparecerão, outros novos surgirão, ainda que provavelmente em menor quantidade. Os sistemas de inteligência artificial (AI) vão ocupar na totalidade setores da atividade humana, dos transportes à distribuição, passando pela gestão de serviços básicos. Até na medicina estas ferramentas encontrarão lugar, sendo capazes de realizar diagnósticos básicos de forma mais eficaz do que muitos clínicos gerais; e no ensino criar-se-ão novas realidades de educação personalizada, através de "professores artificiais" que correm nos ecrãs pessoais de cada um.

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A ausência da Siri no evento da Apple é preocupante

A apresentação do iPhone X na passada terça-feira, na nova sede da Apple, em Cupertino, teve a habitual megacobertura mediática, mas no meio de todo o "barulho das luzes" três importantes factos escaparam aos media tradicionais: o smartphone que marca o décimo aniversário do iPhone é tudo menos inovador; o aparelho mais relevante para o que será o futuro da tecnologia móvel foi o novo Apple Watch; na mais de hora e meia de apresentação quase não houve referência à Siri.