1864

"Amor de mãe"  à flor da pele

Tatuagens

"Amor de mãe" à flor da pele

"Em Nambuangongo tu não viste nada". Um soldado português, como no poema de Manuel Alegre, olha a morte e "fica mudo". No norte de Angola, tão longe de tudo o que conhecera neste mundo, é um dos sobreviventes do seu batalhão mas, em homenagem aos companheiros mortos nessa que foi uma das batalhas mais duras da Guerra Colonial, decide inscrever na pele a dor, o medo, o sentimento de abandono que jamais o deixarão. Tudo o que não conseguiria traduzir por palavras: "Amor de mãe", "Angola" (ou Guiné ou Moçambique) e uma data, ou simplesmente o nome da unidade a que pertencera sobre um dos braços ou mesmo do peito. Marcas tão definitivas como sinais de nascença.

1864

No Goethe-Institut só estão os corajosos"

No mundo há 130 milhões de falantes de alemão. Não espanta portanto o interesse dos portugueses por uma língua muitas vezes apresentada como difícil. Em tempos de pandemia, entre cursos online e aulas presenciais - que começam na próxima semana - o Goethe-Institut prepara-se para o novo ano letivo. O DN falou com a diretora do Departamento de Língua, Beata Weber, com as professoras Eulália Alves e Alcina Viana e com Marisa Fernandes que ali estuda desde 2011.

Joaquim de Seabra Pessoa (1850-1893)

O pai de Fernando Pessoa era o crítico musical do DN

Interrogava-se a autora de uma tese de mestrado defendida em Coimbra há uns anos se "teria Fernando Pessoa preferido a arte musical dos sons à arte literária se não tivesse perdido tão precocemente, ainda na infância, o pai, Joaquim de Seabra Pessoa, amador e crítico de música". Sim, são muitas as incógnitas sobre o que teria sido a vida do poeta se aos 5 anos, morando ainda na casa no Largo de São Carlos onde nascera, não tivesse ficado órfão de pai, esquecendo pouco a pouco os momentos passados com o pai funcionário público quando este regressava já tarde da redação do Diário de Notícias, ali perto, no Bairro Alto, pois fazia crítica musical no jornal.