11 de Setembro

20 anos do 11 de Setembro

Duas décadas de terror em nome do Islão

"Esta batalha nem sequer é entre a Al-Qaeda e os EUA. Esta é uma batalha contra os cruzados globais", garantia Osama bin Laden numa entrevista à Al-Jazeera em outubro de 2001. Semanas antes, a 11 de setembro, o mundo observara atónito, a sua rede terrorista, a Al-Qaeda, usar 19 piratas do ar para desviar quatro aviões e atacar a América no seu coração. As Torres Gémeas, em Nova Iorque, caíam como um castelo de cartas numa gigantesca nuvem de fumo, o Pentágono ficava semi-destruído e a Casa Branca só escapou do ataque dos terroristas porque o quarto aparelho se despenhou num campo da Pensilvânia antes de alcançar o seu alvo. O resultado foram quase três mil mortos. Mas se o alvo da Al-Qaeda ("A Base", em árabe) eram "os cruzados", a verdade é que os piores atentados terroristas de sempre também mataram muçulmanos - 32 ao todo, a maioria, 28, em Nova Iorque.

Opinião

O regresso dos talibãs

Ao contrário da intervenção militar de 2003 no Iraque que levou à queda de Saddam Hussein, a guerra que os americanos iniciaram no Afeganistão dois anos antes nunca teve a legitimidade posta em causa. Afinal os talibãs eram os anfitriões de Ussama bin Laden, o responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas de Nova Iorque e o Pentágono em Washington, que mataram quase três mil pessoas. E o ataque lançado no início de outubro de 2001 foi precedido de pedidos dos Estados Unidos para que o regime afegão entregasse o chefe da Al-Qaeda, podendo assim evitar a punição, que chegou primeiro com bombardeamentos aéreos e mísseis e finalmente através de tropas no terreno.