Volodymyr internado em hospital psiquiátrico a 70km de Londres

Jovem português que esteve desaparecido foi internado em unidade de média e baixa segurança

Brockfield House fica a cerca de 70 quilómetros de Londres e a mais de 100 do aeroporto de Luton. Foi para este hospital psiquiátrico, no condado de Essex, que foi trazido Volodymyr Lavriv depois de, alegadamente, se ter envolvido em violentos confrontos com outro indivíduo no aeroporto.

Fonte ligada ao processo disse ao DN que o jovem de 25 anos estaria de tal maneira alterado que a polícia não teve outra opção senão trazê-lo para esta unidade hospitalar de média e baixa segurança.
O edifício fica ao fundo de uma rua, desviado da estrada principal, perto da localidade de Wickford. É rodeado de árvores e pouco mais. Aqui só chega quem tem mesmo que entrar no hospital. Enormes portões e várias câmaras de vigilância dizem logo a quem chega que este não é um hospital qualquer. Apenas uma pequena placa de mármore tem inscritas as palavras "Brockfield House".

Do departamento de comunicação, ironicamente, não há comunicações com a imprensa. Ao DN, este serviço nem sequer confirmou que Volodymyr está ou esteve internado na Brockfield House invocando razões de privacidade. E também não houve grandes explicações acerca dos serviços prestados por este hospital em particular. Mais informação só mesmo na página da internet, disse a responsável pela comunicação do grupo hospitalar a que pertence a Brockfield House.

É lá que é explicado que se trata de uma unidade forense de baixa segurança. Os serviços aqui prestados destinam-se a pessoas entre os 15 os 65 anos, detidas sob a Lei da Saúde Mental de 1983 e, que necessitam de assistência médica. O mesmo site diz ainda os cuidados médicos são prestados de forma individualizada e que a família do paciente é envolvida no tratamento, sempre que possível.

Sabe-se que foi neste hospital que, esta quinta-feira de manhã, o padrasto de Volodymyr o identificou. O jovem teria sido trazido para aqui no dia 4 de outubro mas sem identificação. Ninguém sabia quem ele era e, por isso, demorou até que fosse estabelecida a ligação entre o jovem ali internado e o alerta de desaparecimento enviado pelas autoridades portuguesas para a Interpol.

O caso continua ainda envolto em mistério porque muitos são os passos do jovem em Inglaterra que continuam por explicar.

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