Ana Albuquerque: "Viver a 200% sem grandes medos, mas com os pés bem assentes na terra"

O famoso questionário Proust respondido pela sócia da editora By The Book Ana Albuquerque

A sua virtude preferida?
A coragem.

A qualidade que mais aprecia num homem?
A valentia de braço dado com a bondade.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?
A mágica qualidade de, sendo uma, se desdobrar em mil.

O que aprecia mais nos seus amigos?
A disponibilidade total .

O seu principal defeito?
Sem dúvida a impaciência.

A sua ocupação preferida?
Viver a 200% sem grandes medos, mas com os pés bem na terra.

Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?
Uma coleção de muitos momentos. Uma somatória de "lugares" onde sou feliz. A infância dos meus filhos, com os sons e os cheiros.

Um desgosto?
A morte dos que partiram cedo demais.

O que é que gostaria de ser?
O que sou e a surpresa do que serei.

Em que país gostaria de viver?
Já vivi noutros países e é aqui em Portugal, sem dúvida alguma, que me vejo a viver.

A cor preferida?
O verde esmeralda.

A flor de que gosta?
A indomável e irreverente Papoila, com a sua cor deslumbrante e a transparência das suas pétalas.

O pássaro que prefere?
O altivo e veloz Falcão.

O autor preferido em prosa?
Como escolher um... desculpem mas vou ser desobediente: Somerset Maugham, um grande contador de histórias, Eça de Queirós, sempre, e o inquietante Vergílio Ferreira tocam-me tão profundamente.

Poetas preferidos?
Tantos. Sinto que vou sempre responder em falta, mas, Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, Clarice Lispector e Maria do Rosário Pedreira.

O seu herói da ficção?
Sem hesitação, Ulisses.

Heroínas favoritas na ficção?
Claro que é Xerazade, mas também Miss Marple, diverte-me sempre, e a Ana da Coleção Os Cinco, de Enid Blyton.

Os heróis da vida real?
Madre Teresa de Calcutá e todos os que desconheço o nome pois são anónimos.

As heroínas históricas?
A fascinante Cleópatra, pela sua personagem e momento histórico.

Os pintores preferidos?
Dos nossos Henrique Pousão, a minha tia Ana Maria Botelho, mas, indo mais longe no tempo, Caravaggio deixa-me congelada de espanto.



Compositores preferidos?
Sem hesitações, Mozart, Bach, Vivaldi, Debussi, Shubert, Rachmaninoff, Cole Porter e o nosso talentoso Rodrigo Leão.

Os nomes preferidos?
Maria, Margarida, Lourenço e Pedro.

O que detesta acima de tudo?
Não suporto a mentira e o fingimento.

A personagem histórica que mais despreza?
Hitler.

O feito militar que mais admira?
O Cerco de Diu, pois estudei a fundo.

O dom da natureza que gostaria de ter?
A capacidade de desabrochar em todas as primaveras. O dom de fazer do erro uma ferramenta de construção, tal como acontece na natureza.

Como gostaria de morrer?
Num dia feliz, com grandes mergulhos no mar, seguido de um divertido jantar e, por último, um sono profundo, que me levaria com suavidade.

Estado de espírito atual?
Bastante inquieto.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?
Os que foram cometidos por amor.

A sua divisa?
O caminho faz-se andando.

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