Telemóveis fundamentais para suportar segundo confinamento

Mais de 50% dos portugueses considera segundo confinamento igual ou mais fácil que o primeiro, segundo um estudo da Celside Insurance.

Os telemóveis foram fundamentais para os portugueses atravessarem o segundo confinamento, que terminou, de forma parcial, na segunda-feira com a abertura das creches. Os portugueses passaram uma média de cinco horas por dia a olhar para os ecrãs (smartphone, computador, televisão e tablet).

Segundo o Barómetro Vida Digital dos Portugueses, realizado pela Celside Insurance, líder europeu em seguros para telemóveis e dispositivos multimédia, em parceria com a Boutique Research, quatro em cada cinco portugueses (81%) utilizou o telemóvel logo ao acordar, e 79% fá-lo antes de ir dormir.

A quase totalidade dos portugueses (96%) considera que o telemóvel teve um papel positivo durante o segundo confinamento, porque os ajudou a estar mais próximos de familiares e/ou amigos (62%) e a entreter-se, distrair-se ou relaxar (51%) ou a sentir-se menos sozinhos (31%).

Para 54% dos portugueses, o telemóvel é mesmo o objeto que mais lhes custaria perder, à frente do cartão de débito ou das chaves de casa. E se perdesse o telemóvel por alguma razão (avaria, roubo ou perda), 72%, não esperaria mais do que alguns dias para comprar um aparelho novo.

À medida que a idade aumenta, diminui a intensidade da ligação com este objeto: se 70% dos menores de 21 anos responde que o telemóvel é o objeto que mais lhes custaria perder, este número desce para 61% na Geração X (entre os 35 e os 49 anos) e para 39% nos maiores de 64 anos.

O telemóvel ajudou a aliviar os efeitos negativos do confinamento, como o isolamento social e o aborrecimento inerente. E pode ter tido um papel decisivo na maneira como lidamos com a "nova normalidade". Isto apesar da "fadiga da quarentena", segundo o Barómetro da Celside.

Comparando com um estudo anterior, realizado em Portugal pela Harris para a Celside Insurance em fevereiro de 2020 (pré-confinamento), verica-se que a pandemia fez aumentar a utilização do smartphone em quase todas as suas funcionalidades: 86% dos inquiridos utiliza o smartphone para enviar e ler mensagens (contra 79% em fevereiro de 2020), 81% para se informar sobre a atualidade (apenas 67% em fevereiro de 2020) e 81% para aceder às redes sociais (quase dez pontos mais que na sondagem anterior, onde este número se situava nos 72%).

E 30% dos portugueses realiza compras online pelo menos uma vez por semana e 81% gostaria de se manter em teletrabalho, e desses, um terço, gostaria mesmo de o fazer todos os dias. No entanto, há 19% que considera que o teletrabalho foi uma má experiência que não gostaria de repetir.

Ficha técnica:
800 entrevistas online a indivíduos com 18 e mais anos, residentes em Portugal. Amostra proporcional à população portuguesa em termos de sexo, idade e região. O trabalho de campo foi realizado entre 12 e 17 de Fevereiro de 2021.

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