SpaceX lança primeiro foguetão desde a explosão de setembro

Os ambiciosos planos do fundador da SpaceX, Elon Musk, tinham sido postos em causa, ou pelo menos atrasados, pelo acidente de setembro

A empresa aeroespacial norte-americana SpaceX lançou um foguetão Falcon este sábado, o regresso aos lançamentos desde a explosão de setembro.

O lançamento, feito a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, às 9.54 da manhã (17.54 GMT), teve como objetivo pôr em órbita 10 satélites da Iridium Communications Inc.

Os ambiciosos planos do fundador da SpaceX, Elon Musk, tinham sido postos em causa, ou pelo menos atrasados, pelo acidente de setembro, quando um foguetão explodiu na plataforma, durante o abastecimento, na Florida.

Este sábado, cerca de 10 minutos depois do lançamento, parte do foguetão, que se separou do resto, aterrou com sucesso numa plataforma no Oceano Pacífico, um feito conseguido anteriormente por outros quatro Falcon. Este é um ponto essencial do plano da SpaceX, que pretende reutilizar os seus foguetões para reduzir os custos.

Esta missão serve também para testar as mudanças implementadas pela SpaceX, desde a explosão de setembro. Os investigadores determinaram que uma lata de hélio explodiu dentro do segundo tanque de oxigénio líquido do foguetão, causando a explosão. A lata está a ser redesenhada, mas até ficar pronta uma nova versão a empresa está a modificar os procedimento no abastecimento.

A explosão destruiu, além do material da SpaceX, avaliado em 62 milhões de dólares, um satélite de comunicações israelita, de 200 milhões de dólares, que seria colocado em órbita dois dias depois.

O acidente complicou também os planos da empresa, que quer começar a transportar astronautas para a Estação Espacial internacional já no próximo ano - é uma das duas empresas privadas contratadas pela NASA para o efeito. No total, a SpaceX tem mais de 70 missões planeadas, que valem mais dez mil milhões de dólares.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.

Premium

Marisa Matias

A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.