Seis dos sete desaparecidos foram localizados. 37 mortos

Apenas uma pessoa continua desaparecida, segundo o mais recente balanço da Proteção Civil, que atualizou o número de vítimas mortais

Das sete pessoas que se encontravam desaparecidas na sequência dos incêndios de domingo, apenas uma continua por localizar. As outras seis foram localizadas sem ferimentos, segundo disse à Lusa a adjunta nacional de operações da Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, que também revelou que o número de mortos subiu para 37.

Segundo a adjunta de operações da ANPC, Patrícia Gaspar, o número de mortes aumentou na sequência da morte, hoje, de uma pessoa que estava internada no hospital de Coimbra.

A pessoas desaparecida é uma mulher de 70 anos que vivia em Ribeira de Praçais, numa casa isolada no meio de um vale, segundo informações do presidente da Câmara de Pampilhosa da Serra, José Brito.

O telhado da casa onde a mulher vivia colapsou e "é preciso remover tudo para verificar se a senhora terá sido vítima do incêndio", referiu à Lusa. "Neste momento, já estão no terreno o delegado de saúde, o GIPS [Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR] e bombeiros", disse.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil anunciou ontem que estavam desaparecidas sete pessoas, uma na Figueira da Foz, uma na Pampilhosa da Serra (distrito de Coimbra), duas em Nelas, duas em Santa Comba Dão e uma em Mortágua (distrito de Viseu).

O número de feridos, que no último balanço se situava nos 63, dos quais 15 graves, aumentou para 71.

A adjunta de operações da ANPC disse que hoje a situação é calma em comparação com os últimos dias, com apenas duas "pequenas ocorrências ativas" ao meio-dia. Desde as 00:00 verificaram-se 24 fogos florestais. Ontem registaram-se 247 incêndios florestais, um número bastante inferior ao da véspera, com mais de 500 ocorrências.

A precipitação durante a noite ajudou no combate aos incêndios, mas a responsável salientou que para hoje não se prevê chuva significativa - apenas ao fim da tarde no norte, podendo estender-se ao interior, pelo que se mantém o alerta relativamente à possibilidade de incêndios. O solo ainda está muito seco e qualquer ignição poderá provocar um fogo.

Só a partir de amanhã, o nível de precipitação será mais consistente e a temperatura estará nos níveis adequados para a época.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, onde um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

(em atualização)

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