Repórter da RTP ficou com pulso partido e levou pontos no couro cabeludo

Direção de informação da estação pública já informou que avançou com queixa-crime

"O repórter de imagem da RTP foi barbaramente agredido. No rosto, na cabeça. No tronco. Tem um pulso partido. Levou pontos no couro cabeludo", revela a jornalista da estação pública Rita Marrafa de Carvalho no Facebook depois do incidente de ontem em que dois repórteres daquela televisão terem sido agredidos no exterior de uma escola em Marvila, em Lisboa, alegadamente por familiares de uma criança envolvida num suposto caso de violação entre alunos.

"Estivemos barricados na escola duas horas mas a nossa equipa da RTP saiu em segurança para o Hospital", acrescentou a jornalista, uma das profissionais da televisão pública que se dirigiu ao local depois do incidente.

A Direção de Informação da RTP condenou hoje "com veemência" as agressões a dois jornalistas do canal público, adiantando que já avançou com uma queixa-crime na expetativa que os culpados sejam identificados e punidos.

Em comunicado, a Direção de Informação da RTP considera que "a agressão a um jornalista é um ato inaceitável e cobarde", acrescentando que "não pode deixar de condenar com veemência as agressões, atentatórias da liberdade de informação, que mais não visam do que condicionar o exercício do jornalismo".

A Comissão de Trabalhadores da RTP também denunciou "que se repetem as agressões a trabalhadores" da empresa pública de televisão. "Hoje [quinta-feira] não foi infelizmente um dia anormal: quer verbalmente, quer fisicamente repetem-se demasiadas vezes as agressões a trabalhadores da RTP. O jornalista repórter Ricardo Mota foi violentamente agredido, tendo recebido assistência hospitalar", refere um comunicado da CT, enviado às redações na noite de quinta-feira.

Já na quinta-feira, o Sindicato de Jornalistas (SJ) condenou veementemente a agressão.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), a equipa da RTP, composta por uma jornalista e um repórter de imagem, foi agredida na quinta-feira no exterior da Escola Básica dos Lóios, na freguesia de Marvila, onde se deslocou para realizar uma reportagem na sequência de suspeitas relacionadas com "a eventual violação de um menor por outro menor", alunos daquele estabelecimento de ensino.

Pouco tempo depois de chegar ao local, a equipa da RTP terá sido abordada por familiares do aluno suspeito da violação, tendo "agredido o repórter de imagem" que teve de receber tratamento no Hospital de São José, relatou o Cometlis.

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