Quem são as vítimas da doença do legionário

Dos 34 casos registados até ao momento, a maioria dos infetados são pessoas com mais de 70 anos

O surto de infeção com a bactéria legionela no hospital São Francisco Xavier, que já contagiou 34 pessoas, provocou dois mortos, um homem de 77 anos e uma mulher de 70, segundo anunciou a Direção-Geral da Saúde.

A morte de ambas as pessoas aconteceu no domingo. O homem foi identificado pelo Jornal de Notícias como o advogado Simão José Santiago, que estava internado num hospital privado depois de ter ido ao São Francisco Xavier fazer análises de rotina há cerca de três semanas e, de acordo com informação recolhida junto da família, não estaria doente.

A mulher que morreu, de 70 anos, estava internada na unidade de cuidados intensivos do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Tinha-se deslocado três vezes ao Hospital de São Francisco Xavier naquele que terá sido o período de incubação, entre 17 e 27 de outubro.

Todos os doentes tiveram contacto com o hospital São Francisco Xavier, pelo que tudo aponta para que a origem do surto esteja nesta unidade hospitalar, onde já só funciona uma das quatro torres de arrefecimento e onde já se fizeram colheitas para análise, apesar de terem sido localizados outros sete pontos nas redondezas onde o surto também pode ter começado.

A maior parte (68%) dos infetados neste surto têm idades iguais ou superiores a 70 anos: um infetado tinha entre 40 a 49 anos, dez entre 50 a 69 anos e 21 entre 70 a 89 anos. Dois doentes tinham 90 ou mais anos.

A bactéria também atinge mais as mulheres (65%), num total de 22 casos.

De acordo com a DGS, o primeiro caso de diagnóstico da doença dos legionários foi confirmado a 31 de outubro. Na sexta-feira foram confirmados oito casos, 14 no dia seguinte e quatro no domingo. Na segunda-feira foram confirmados sete casos.

A legionela é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma pneumonia grave. A infeção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

"Os doentes são, na sua maioria, idosos com fatores de risco associados, nomeadamente doenças crónicas graves e hábitos tabágicos", indica o comunicado assinado pela diretora da DGS, Graça Freitas, e pelo presidente do INSA, Fernando de Almeida.

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