Professora de Marbella. Autópsia descarta morte relacionada com vacina da AstraZeneca

Docente morreu duas semanas depois de receber a vacina anglo-sueca.

O ministro da Saúde e da Família da Junta de Andalucía, Jesús Aguirre, garantiu esta sexta-feira que o relatório preliminar da autópsia realizada ao corpo da professora de Marbella que morreu duas semanas depois de receber a vacina da AstraZeneca determinou que "não há nenhuma relação causal" entre a administração do fármaco e a morte da mulher de 51 anos.

"Não há relação entre a administração da vacina AstraZeneca e a morte dessa mulher", reiterou o ministro numa conferência de Imprensa onde esclareceu que a autópsia revelou que a "professora sofreu uma hemorragia cerebral" e "tinha predisposição para sofrer um acidente vascular cerebral".

Depois de expressar as suas condolências à família, Aguirre atestou a independência do relatório. Segundo ele, a autópsia clínica foi feita por dois anatomopatologistas e um médico legista, para que fosse efetuada "da forma mais regulamentada e científica possível". Portanto, "pode-se dizer de forma clara e contundente que não há relação causal entre a vacinação contra o coronavírus e a morte".

A professora de 43 anos, mãe de dois filhos, sofreu um aneurisma, que pode ter desencadeado a hemorragia que levou à sua morte. Nos estudos preliminares não foram detetados sinais de tromboembolismo no corpo da vítima, embora ainda se aguarde os resultados dos diversos estudos microscópicos que estão a ser efetuados a partir das amostras recolhidas.

Este é um dos três casos investigados pela Agência Espanhola de Medicamentos devido à possível relação entre o medicamento contra a covid-19 e a trombose.

Depois de conhecer o resultado da autópsia da professa de Marbella, o vice-presidente da Junta de Andalucía, Juan Marín, expressou a convicção de recuperar o ritmo de vacinação após o levantamento da suspensão decretada há quatro dias por 21 países, inclhindo Portugal.

Marín garantiu que não sente "qualquer receio" em relação à garantia dada pela Agência Europeia de Medicamentos" (EMA), que na quinta-feira determinou a eficácia e segurança da vacina anglo-sueca, garantindo ainda que "os benefícios superam os possíveis riscos".

Espanha retomará a vacinação com o imunizante anglo-sueco na próxima quarta-feira.

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