"Processo de autorização no interior do Estado é muito burocrático"

Vila Franca de Xira espera desde 2013 pela autorização para instalar câmaras em três zonas da cidade. Vandalismo é o motivo

Desde 2013 à espera de uma autorização para ligar as câmaras de videovigilância, a autarquia de Vila Franca de Xira quase que desespera por uma decisão. "Todo o processo no interior do Estado é muito burocrático. As entidades demoram muito tempo a comunicar entre si", declarou ao DN Fernando Paulo Ferreira, vice-presidente da autarquia, recordando que em alguns casos a autarquia já tem o sistema montado, faltando só a autorização para ligar as lentes.

Ao contrário de outras localidades, Vila Franca de Xira não se debate com um problema de crimes contra pessoas ou contra estabelecimentos comerciais. O objetivo da instalação da videovigilância no concelho circunscreve-se a áreas muitos específicas: parque urbano ribeirinho entre a Póvoa de Santa Iria e Alverca (26 câmaras); caminho ribeirinho Alhandra-Vila Franca de Xira (86 câmaras) e parque urbano da Flamenga (18 câmaras). Os espaços onde a autarquia quer instalar o sistema de videovigilância já foram identificados e verificados os procedimentos a realizar junto das forças de segurança do concelho, PSP e GNR.

"O concelho de Vila Franca tem uma taxa de criminalidade muito residual, por isso o motivo não é esse. O que preocupa a câmara são os sucessivos atos de vandalismo nesses locais, que destroem o património que é de todos os munícipes", declarou o vereador. A autarquia já se reuniu com o Ministério da Administração Interna, mas até agora ainda não teve uma resposta.

Nos últimos anos, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira já gastou perto de 60 mil euros em obras de reparação e substituição de equipamentos vandalizados naqueles três locais. Um dos últimos, segundo o DN apurou, foi um banco de cimento no caminho ribeirinho Alhandra-Vila Franca de Xira , arrancado do solo e lançado ao rio.

Em Vila Franca de Xira já existe um sistema de videovigilância a funcionar na passagem superior pedonal do Forte da Casa, estrutura que permite unir o centro da vila ao parque linear ribeirinho ali existente. Depois de aberta ao pública, foi alvo de vários atos de vandalismo, como ataques aos elevadores, pinturas e portas partidas. Como se tratava de uma estrutura mais pequena, o processo de aprovação da videovigilância foi mais rápido.

"A instalação de câmaras nas três zonas tem um efeito preventivo, queremos que as pessoas circulem descontraidamente, com uma sensação de segurança", acrescentou ainda Fernando Paulo Ferreira.

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