Primeira semana de março com mais casos, mas menos mortes por covid-19

Entre 1 e 7 de março, foram registados 79.278 novos casos de covid-19 (mais 11.963) e 160 óbitos (menos 36), indica a DGS, que passa a divulgar o relatório semanal da situação epidemiológica, que inclui o número de diagnósticos confirmados e de óbitos, um acumulado a sete dias.

O primeiro boletim semanal da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a situação epidemiológica, divulgado esta sexta-feira, indica que Portugal registou mais 11.963 novos casos de covid-19 na semana passada (1 a 7 de março), em comparação com a semana anterior.

Nos primeiros sete dias deste mês, foram confirmados mais casos, mas menos mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, face à semana anterior, indica o novo relatório de situação, que inclui o número de diagnósticos de covid-19 e de óbitos em Portugal, um acumulado a sete dias, assim como a ocupação hospitalar diária no continente, com a respetiva variação semanal.

Entre 1 e 7 de março, foram registados 79 278 novos casos, mais 11.963 do que na semana anterior. Na primeira semana do mês, morreram 160 pessoas com covid-19 (menos 36). A mortalidade situa-se nos 16 óbitos por milhão de habitantes, com uma variação semanal de menos 16%.

A taxa de incidência é de 770 casos de infeção por SARS-CoV-2, por cada 100 mil habitantes, um indicador apresenta um crescimento de 18% em relação à semana anterior.

Já o índice de transmissibilidade, R(t), situa-se nos 0,99.

No que se refere à ocupação hospitalar diária no continente, a DGS indica que no último dia do período em análise, 7 de março, estavam internadas 1225 pessoas devido à doença, menos 133 do que na semana anterior. Nas Unidades de Cuidados Intensivos estavam internados 78 doentes (menos 18).

Dos casos reportados entre 1 e 7 de março, Lisboa e Vale do Tejo foi a região que registou o maior número total de diagnósticos de covid-19, com 30.744, mais 7.866 do que no período anterior, e 53 óbitos, menos oito.

Já o Norte totalizou 12.928 casos de infeção, menos 1.001 do que na semana anterior, e 38 mortes, menos 21, enquanto no Centro foram notificadas 16.808 infeções (mais 2.166) e 45 óbitos (mais três).

Ainda no que se refere aos casos a sete dias, a faixa etária que registou um maior número de infeções foi a dos 10 aos 19 anos, com 18.639 diagnósticos confirmados (mais 6.356 face à semana anterior). Logo a seguir surge o grupo entre os 20 e 29 anos, com 12.990 casos (mais 3.497), enquanto os idosos com mais de 80 anos foram o grupo etário com menos infeções (3.251).

Em relação aos internamentos, 552 dizem respeito a doentes com mais de 80 anos, 270 referem-se à faixa etária dos 70 aos 79 anos e 153 correspondem ao grupo entre os 60 e os 69 anos.

Foi no grupo etário dos 80 ou mais anos que se registou o maior número de óbitos na semana de 1 a 7 de março, 105, o que representa menos 33 mortes face à semana anterior.

No novo relatório de situação também constam os dados da cobertura vacinal contra a covid-19 em Portugal, com as percentagens da vacinação iniciada, vacinação completa e a de reforço por faixas etárias.

A DGS indica que 100% dos grupos etários das pessoas com mais de 80 anos, entre 65 e 79 anos e entre os 50 e 64 anos têm a vacinação completa contra a covid-19.

Quanto à dose de reforço da imunização contra o SARS-CoV-2, 94% dos idosos com mais de 80 anos já a recebeu, assim como 96% das pessoas entre os 65 e 79 anos, 82% entre os 50 e 64 anos, 56% entre os 25 e os 49 anos e 40% entre os 18 e 24 anos.

Estudo estima que número de mortes no mundo seja três vezes superior ao registado

A covid-19 terá provocado 18,2 milhões de mortes no mundo até 31 de dezembro, cerca de três vezes mais do que os números oficiais, estima um estudo publicado hoje na revista científica The Lancet.

"Apesar de terem sido reportadas, entre 01 de janeiro de 2020 e 31 de dezembro de 2021, um total de 5,94 milhões de mortes, estimamos que 18,2 milhões morreram em todo o mundo devido à pandemia de covid-19 - medida pelo excesso de mortalidade - durante esse período", adianta a investigação já revista por pares.

Em relação a Portugal, o estudo indica 19.000 mortes reportadas por covid-19 até 31 de dezembro, uma taxa de mortalidade por covid-19 reportada por 100 mil pessoas de 94.8 e um excesso de mortes estimado de 40.400.

A investigação avança ainda que as taxas de mortes em excesso variaram amplamente entre regiões, embora o número de óbitos resultantes da pandemia tenha sido muito maior particularmente no sul da Ásia e na África Subsaariana do que os registos oficiais indicam.

"Estima-se que o excesso de mortalidade seja de 120 mortes por 100.000 habitantes em todo o mundo e que 21 países tenham taxas de mais de 300 mortes em excesso por 100.000 habitantes", adiantam as conclusões da investigação.

As maiores taxas estimadas de mortes em excesso registaram-se na América Latina (512 mortes por 100.000 habitantes), Europa Oriental (345 mortes), Europa Central (316), África Subsaariana do Sul (309) e América Latina Central (274).

Em sentido contrário, os dados publicados na The Lancet indicam que alguns países tiveram menos mortes do que o esperado com base nas tendências de mortalidade em anos anteriores, caso da Islândia (48 mortes a menos por 100.000), a Austrália (38 mortes) e Singapura (16).

Ao nível dos países, o maior número estimado de mortes em excesso ocorreu na Índia (4,1 milhões), EUA (1,1 milhão), Rússia (1,1 milhão), México (798.000), Brasil (792.000), Indonésia (736.000) e Paquistão (664.000).

"Esses sete países podem ter sido responsáveis por mais da metade das mortes em excesso globais causadas pela pandemia durante o período de 24 meses", refere.

A distinção entre os óbitos causados diretamente pela covid-19 e aqueles que ocorreram como resultado indireto da pandemia é crucial, salientam os autores da investigação.

"Entender o verdadeiro número de mortes da pandemia é vital para uma tomada de decisão eficaz em saúde pública. Estudos de vários países, incluindo a Suécia e os Países Baixos, sugerem que a covid-19 foi a causa direta da maioria das mortes em excesso, mas atualmente não temos dados suficientes para a maioria dos locais", adiantou Haidong Wang, do Institute for Health Metrics and Evaluation e autor principal do estudo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG