Segundo dia com mais de 65 mil casos. Voltam a baixar os internamentos

O boletim diário da DGS indica que Portugal contabilizou 65 706 novas infeções de covid-19 nas últimas 24 horas. Foram ainda declarados 41 óbitos, enquanto 64 doentes tiveram alta dos hospitais, sendo que sete deixaram os cuidados intensivos.

Foram confirmados, nas últimas 24 horas, 65 706 novos casos de covid-19, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Este é o segundo dia consecutivo em que são registados mais de 65 mil novas infeções.

O Norte continua a ser a região que regista o número mais alto de casos, tendo chegado aos 27 594, seguido por Lisboa e Vale do Tejo (18 590), Centro (11 430), Algarve (2883), Alentejo (2713), Açores (1552) e Madeira (944).

O relatório desta quinta-feira (27 de janeiro) refere que morreram mais 41 pessoas devido à infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, sendo este o terceiro dia seguido em que morreram mais de quatro dezenas de pessoas em Portugal.

A maioria dos óbitos foi declarado em Lisboa e Vale do Tejo (17) e Norte (15), sendo que os restantes foram no Centro (4), Alentejo (3) e Algarve (2).

Os dados sobre a situação dos hospitais mostram que há agora 2249 internados (menos 64 que no dia anterior), dos quais 147 estão em unidades de cuidados intensivos (menos sete). Trata-se do segundo dia seguido em que baixa o número de doentes nos hospitais.

Há, contudo, o registo de mais 23 498 casos de pessoas que recuperaram da doença.

Com esta atualização, Portugal contabiliza, ao dia de hoje, 558 129 casos ativos de covid-19, diz o relatório da autoridade de saúde.

Testes rápidos de antigénio de uso profissional continuam gratuitos em fevereiro

Perante a atual situação epidemiológica, os testes rápidos de antigénio de uso profissional vão continuar a ser comparticipados no mês de fevereiro, segundo uma portaria publicada esta quinta-feira em Diário da República.

"No contexto da situação epidemiológica atual, importa continuar a assegurar a vigência do regime excecional e temporário até ao dia 28 de fevereiro de 2022, prosseguindo a utilização de testes para deteção do SARS-CoV-2", refere a portaria assinada pelo secretário de Estado da Saúde, Diogo Serras Lopes.

Cada utente poderá fazer quatro testes rápidos de antigénio (TRAg) gratuitos por mês em farmácias, laboratórios de patologia clínica ou análises clínicas ou outros estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde com registo válido na Entidade Reguladora da Saúde para este efeito.

No âmbito deste regime, os testes rápidos de antigénio à covid-19 estão disponíveis em 1351 farmácias e 684 laboratórios do país, segundo dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed). Há ainda 56 estabelecimentos prestadores de cuidados de saúde onde estes testes podem ser realizados gratuitamente.

Pode consultar a lista aqui.

Centro Europeu pede o reforço de vacinação para evitar 500 mil internamentos

Metade dos adultos da União Europeia (UE) já recebeu uma dose de reforço da vacina anticovid-19, mas o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) pede mais, prevendo que isso evitará cerca de 500 mil internamentos.

"A administração de uma dose de reforço como suplemento do curso primário está a avançar mais rapidamente, mas ainda só atingiu 50% da população adulta da UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu] e, globalmente, os progressos na absorção continuam a ser desiguais entre países", frisa o ECDC em comunicado de imprensa.

No dia em que divulga um novo relatório de avaliação de risco, a agência europeia de apoio aos países estima, com base numa modelização face às doses de reforço já administradas, que esta vacina adicional poderá reduzir entre 500 mil a 800 mil internamentos devido à variante de preocupação altamente contagiosa Ómicron, por permitir "níveis mais elevados de proteção vacinal".

"O alargamento do programa de reforço a todos os indivíduos anteriormente vacinados poderia reduzir as admissões em mais 300 mil a 500 mil", acrescenta a agência europeia.

Taxas de infeção três vezes mais altas face a pico anterior devido à Ómicron

No comunciado, o ECDC aproveitou para alertar que as taxas de infeção na Europa por SARS-CoV-2 são três vezes superiores face ao pico anterior da pandemia de covid-19 devido à variante Ómicron.

"A variante de preocupação Ómicron está atualmente a espalhar-se com velocidade e intensidade sem precedentes em toda a UE/EEE [União Europeia e Espaço Económico Europeu, com taxas globais de infeção relatadas três vezes superiores ao pico mais alto durante a pandemia até agora", avisa o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças.

Este "número muito elevado de pessoas infetadas está a exercer uma pressão significativa em muitos países da Europa através de uma combinação do aumento das admissões hospitalares e da escassez de pessoal devido à doença".

O centro europeu salienta que esta "pressão social da propagação sem precedentes da Ómicron pode ser aliviada através de um aumento da aceitação da vacinação".

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