34 mortes é máximo dos últimos 10 meses. Dia com 40 090 novos casos

Dados da DGS indicam que se mantêm 1699 pessoas internadas devido à covid-19, das quais 162 nos cuidados intensivos. A incidência é agora de 3813,6 casos de infeção por 100 000 habitantes a nível nacional.

Portugal registou, nas últimas 24 horas, 40 090 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Mais 34 pessoas morreram devido à infeção por SARS-CoV-2, indica ainda o relatório desta sexta-feira (14 de janeiro). Desde 3 de março, ou seja há mais de 10 meses, que não se registavam tantos óbitos por causa da doença, tendo nesse dia sido declarados 41.

O maior número de mortes foi registado em Lisboa e Vale do Tejo, com 13, e no Norte, com 12, enquanto no Centro foram declaradas quatro, na Madeira foram três, Algarve e Alentejo, com um cada.

O Norte e Lisboa e Vale do Tejo continuam a ser as regiões com mais novos casos, com 15 914 e 14 513 respetivamente, sendo de 4589 no Centro, 2193 na Madeira, 1224 no Algarve, 1207 no Alentejo e 450 nos Açores.

A matriz de risco indica a nível de incidência há agora 3813,6 casos de infeção SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 habitantes a nível nacional, quando na anterior atualização era de 3615,9. Tendo em conta a penas o continente a taxa é de 3796,0 casos de infeção, quando na segunda-feira era de 3615,3.

Refira-se que no concelho de Lisboa a incidência é de 5406 casos por 100 mil habitantes.

O R(t) está agora nos 1,19 tanto no continente como a nível nacional (era de 1,23).

Os dados sobre a situação nos hospitais mostram que se mantêm 1699 internados devido à doença, dos quais 162 estão em unidades de cuidados intensivos. Há, no entanto, mais 27 424 pessoas que recuperaram da infeção.

Também esta sexta-feira foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre a mortalidade, dando conta que a covid-19 foi considerada a causa de morte de 12 004 pessoas em 2021, correspondendo a 9,6 por cento dos 125 032 óbitos registados no ano passado.

Em 2021 houve mais 1353 mortes do que em 2020, um aumento de 1,1% e mais 12 741 do que em 2019, ano anterior à pandemia da covid-19, representando um aumento de 11,3%.

No ano de 2020 tinham morrido 6972 pessoas com covid-19, correspondendo a 5,6% do total de 123 679 óbitos.

Em dezembro de 2021, o número de mortes atribuídas à covid-19 diminuiu quase 80% em relação ao que se verificou em dezembro de 2020.

No mês passado morreram 518 pessoas com a doença provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2 (mais do dobro das 222 que morreram nas mesmas condições no mês anterior), mas muito longe das 2395 cuja morte foi atribuída à covid-19 no mês homólogo de 2020, representando uma redução de 78,3%.

Rastreios nas escolas disparam. Saúde pública não tem mãos a medir

As escolas reabriram na segunda-feira (10 de janeiro) e, ao segundo dia de aulas, os casos positivos começaram a surgir. Em três dias, só uma unidade de saúde do Norte teve 22 turmas e uma creche inteira para rastrear à covid-19.

Ao DN, o presidente da Associação Portuguesa dos Médicos de Saúde Pública, Gustavo Tato Borges, diz que a situação é transversal a todo o país. "A saúde pública não tem tido mãos medir. O nosso trabalho não abrandou, continuamos assoberbados."​​

Para o diretor dos Agrupamentos Escolares, Filinto Lima, "o início deste período letivo é positivo", defendendo que o esforço de todos deve ser no sentido de o ensino ser, o mais possível, presencial.

Filinto Lima diz ainda que a vontade de que os alunos se mantenham na escola é de todos, referindo até que "alguns pais, talvez os mais receosos em relação à vacinação, já estão a vacinar os filhos, por perceberem que é a única defesa que temos em relação à doença".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG