Portugal com 12 casos de infeção por zika

Infeções são todas importadas e quase todas de pessoas que estiveram no Brasil. Dados são cumulativos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) registou até ao momento 12 casos de zika no país. Segundo a informação, atualizada hoje no site do organismo, todos os casos são importados: 10 do Brasil, um da Colombia e outro de Cabo Verde. O último caso registado foi de uma pessoa que esteve em Cabo Verde. Não há informação sobre a existência de grávidas infetadas.

"Sublinha-se que esta situação não eleva o nível de risco uma vez que esta doença só se transmite, em regra, por mosquitos de espécies que não estão identificadas em Portugal Continental", refere a DGS. O número de casos de infeção por zika tinha sido atualizado pela última vez a 7 de março, com duas infeções confirmadas em laboratório pelo Instituto Ricardo Jorge.

Hoje o ministério da saúde de Cabo Verde anunciou que o país registou o primeiro caso de microcefalia com provável associação ao vírus zika, adiantando que desde o início da epidemia foram registadas 165 grávidas com suspeita de infeção.

"Foi notificado o nascimento de uma criança com evidências de microcefalia na cidade da Praia. Não temos ainda a confirmação de se tratar de microcefalia que esteja associada a zika, mas é uma situação que tratamos como provável associação", disse a ministra da Saúde, Cristina Fontes Lima. A criança será seguida em consultas de pediatria e neuropediatria.

A América Latina continua a ser região do globo mais afetada pela epidemia. A Comissão Europeia vai financiar, através do programa Horizonte 2020, projetos que investigam a presumível ligação entre o vírus e os casos notificados de malformações cerebrais graves, como a microcefalia, em recém-nascidos. "Este financiamento permitirá a realização de investigação sobre a ameaça mundial emergente do vírus Zika, que é urgentemente necessário", disse o comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas.

Com Lusa

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