Pior dia em mortalidade. 218 óbitos por covid-19 em 24 horas

O número diário de mortes por covid-19 não para de crescer. A DGS indica ainda que foram registados 10 455 novos casos nas últimas 24 horas. Há agora 670 doentes em cuidados intensivos.

Morreram mais 218 pessoas por covid-19 em apenas 24 horas. Nunca o país registou este número diário de vítimas mortais devido à infeção pelo SARS-CoV-2. Os dados atualizados são do boletim epidemiológico da Direção-geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (19 de janeiro). O máximo diário anterior tinha sido registado esta segunda-feira, com 167 óbitos.

Os dados da DGS indicam ainda que há mais 10 455 casos positivos para a infeção pelo novo coronavírus.

Esta terça-feira há mais 126 internados, para um total de 5291. O número de doentes em cuidados intensivos também aumentou: mais seis nas últimas 24 horas. São agora 670 no total.

Nas últimas 24 horas foram dadas como recuperadas da covid-19 um total de 10 282 pessoas - o que é também um valor recorde. Há agora 135 841 casos ativos no país, um decréscimo de 45 em comparação com os números do dia anterior. O número de casos ativos é apurado subtraindo os recuperados e os óbitos ao número de casos confirmados.

Lisboa e Vale do Tejo quase duplica novos casos

Numa altura em que os hospitais estão já numa situação limite, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior crescimento de novos casos e também o número mais alto de óbitos - 5012 novos contágios (quase o dobro dos 2643 registados na segunda-feira) e 88 mortes (70 no dia anterior). Bastante mais que a região Norte que, nas últimas 24 horas, contabilizou 2970 novos casos e 51 óbitos.

A região Centro tem 1605 novos infetados e 55 mortes - mais que a região norte. Em todo o país só o arquipélago dos Açores não regista novos óbitos devido à covid-19.

No Alentejo há 531 novos casos e 17 mortes. O Algarve conta mais 198 infetados e cinco óbitos.

A situação agrava-se de dia para dia, com os hospitais do SNS a viver dias de grande pressão com a capacidade de resposta a atingir limites. Ao DN, o presidente do Colégio da especialidade em Medicina Intensiva, José Artur Paiva, afirma que "ainda não estamos na fase de escolher entre dois doentes críticos, mas se nada for feito rapidamente chegaremos lá".

A gravidade da situação está a afetar toda a sociedade portuguesa e o futebol não é exceção. Esta terça-feira, o Benfica informou que foram detetados 17 casos positivos de covid-19 no clube, entre "staff, equipa técnica e jogadores".

Perante esta realidade, e "na defesa da saúde pública e da integridade física dos atletas envolvidos", o Benfica remete para a DGS a decisão de se apresentar em competição nos próximos 14 dias".

Entre os infetados estão Luís Filipe Vieira, 71 anos, avançou a SIC Notícias e confirmou o clube numa nota publicado no site. O presidente do Benfica, que pela idade pertence a um grupo de risco, está assintomático, acrescenta o comunicado do clube.

Luisão e Waldschmidt também estão com covid-19, segundo a estação de televisão. O treinador Jorge Jesus testou negativo, refere ainda o canal.

No mundo, mais de 95 milhões foram infetados pelo vírus responsável pela covid-19

A Direção-geral da Saúde já veio esclarecer​ que "a Autoridade de Saúde territorialmente competente, avaliadas as circunstâncias e o risco, decide sobre os jogadores que ficam isolamento, por motivo de doença, e sobre os jogadores que ficam em isolamento profilático, por serem considerados contactos de risco. A decisão quanto ao restante plantel é da responsabilidade dos clubes desportivos", lê-se na nota enviada às redações.

A nível mundial, a pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 2 041 289 pessoas desde dezembro de 2019, segundo um levantamento realizado esta terça-feira pela agência de notícias AFP, com base em fontes oficiais.

Mais de 95 476 360 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

Na segunda-feira, 9 002 novos óbitos e 512 975 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e casos, com 399 003 óbitos para 24 079 205 casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

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