Perícia médica não detetou indícios de abuso sexual à criança desaparecida em Caxias

A perícia foi realizada em novembro no Hospital Amadora-Sintra, quando a mãe levou a criança para ser examinada

Técnicos no Hospital Amadora-Sintra não detetaram, em perícias realizadas em novembro, qualquer indício de abuso sexual à criança de quatro anos que se encontra desaparecida no mar perto de Caxias desde segunda-feira. A mãe da criança, agora suspeita de duplo homicídio, tinha-a levado ao hospital insistindo que a filha tinha sido abusada sexualmente pelo pai.

Sabe o DN que as perícias realizadas a 20 de novembro não revelaram indícios de que a criança tivesse sido abusada sexualmente. A mãe afirmava que os abusos se reportariam a agosto desse ano, tendo o pai saído de casa no princípio do mês de novembro.

Com base nas declarações da mulher, que insistiu suspeitar que as filhas eram abusadas pelo pai, os técnicos do hospital enviaram o seu relatório para o Ministério Público, que após ouvir a mãe optou por abrir um processo-crime. No dia 24 de novembro, a mulher apresentou queixa junto da Polícia de Segurança Pública (PSP). A família foi sinalizada pela comissão de proteção de menores.

Esta segunda-feira à noite, a mulher foi vista a sair do mar na praia de Caxias, em Oeiras, revelando que as duas filhas estavam na água. O corpo de uma bebé de 19 meses foi encontrado pouco depois. Embora tenham sido aplicadas manobras de reanimação, a criança não sobreviveu. A outra menina, de quatro anos, continua desaparecida após mais de dois dias de buscas.

A mulher de 37 anos ficou esta quarta-feira em prisão preventiva após ter sido ouvida pelo Tribunal de Cascais, sendo suspeita de duplo homicídio. Ficará internada na ala psiquiátrica do hospital-prisão de Caxias a aguardar o desenvolvimento do processo.

O pai das crianças rejeita as acusações de abuso sexual, a que chama "barbaridades". Em comunicado enviado às redações, o pai escreve: "Nego, com todas as forças que ainda me restam, todas as barbaridades que estão sendo veiculadas em alguma da comunicação social relativas à minha pessoa".

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