Parque Jurássico da Lourinhã já está em construção

Prevê-se que a obra seja inaugurada no próximo ano

As obras do Parque Jurássico da Lourinhã, um investimento de 3,5 milhões de euros a inaugurar em 2018, já começaram, constatou hoje a agência Lusa no local.

Já foram iniciadas as movimentações de terras e construção de fundações. A Lusa questionou os promotores do parque sobre o arranque das obras, mas não obteve resposta até ao momento.

Em outubro, os promotores alemães, detentores do Dinopark, um museu dos dinossauros localizado na cidade alemã de Münchenagen, anunciaram a aprovação da candidatura a fundos comunitários, um passo que foi determinante para o início das obras e para a a concretização do projeto.

O projeto corresponde a um investimento de 3,5 milhões de euros, dos quais dois milhões são financiados por fundos comunitários já aprovados, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização - COMPETE 2020.

Contempla a construção de um parque ao ar livre, com várias dezenas de réplicas de dinossauros em tamanho real, e de um edifício com área de exposição de achados paleontológicos, loja e laboratório de preparação de fósseis.

Para o Turismo de Portugal, o Parque Jurássico da Lourinhã é um "projeto de características marcadamente diferenciadoras, tomando como base um recurso particularmente relevante do ponto de vista científico e histórico" - achados de dinossauros com 150 milhões de anos.

Para aquela entidade, o Parque dos Dinossauros da Lourinhã é visto como um projeto de "grande impacto para o desenvolvimento turístico da região", pela capacidade de atrair turistas e dinamizar a economia local.

O parque deverá receber por ano 200 mil visitantes.

O Parque Jurássico da Lourinhã vai ocupar, numa primeira fase, dez dos 30 hectares do terreno onde funcionou a antiga lixeira municipal.

Desde há dez anos que a Câmara Municipal ambiciona ter um novo museu, para dar a conhecer os achados paleontológicos daquela que é considerada a 'capital dos dinossauros' em Portugal.

Contudo, o projeto, cujas construção e abertura ao público chegaram a ser anunciadas várias vezes, tem vindo a ser adiado por falta de financiamento.

Para ser concretizado, foi redimensionado e o investimento foi reduzido de 20 para 3,5 milhões de euros.

Em 2011, o município alterou o Plano Diretor Municipal para viabilizar a construção do parque no Pinhal dos Camarnais e entregou o projeto a privados, cedendo por 50 anos o terreno onde está a ser construído.

Em setembro de 2016, o município e o Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã (GEAL), que gere o atual museu, estabeleceram com o promotor um protocolo.

Ao abrigo da cooperação, as entidades locais autorizam a exposição dos achados de dinossauro no novo museu, continuando a investigação científica a ser feita por paleontólogos da associação.

Após a abertura do parque, o promotor vai atribuir ao GEAL um apoio financeiro anual para as escavações, preparação e investigação científica dos achados.

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