Estados Unidos e China ratificam acordo de Paris

Acordo de Paris é o primeiro pacto universal para combater as alterações climáticas. Só entra em vigor após ser ratificado por pelo menos 55 países

Os Estados Unidos da América juntaram-se este sábado à China e anunciaram que vão ratificar formalmente o acordo de Paris, o que pode determinar que o pacto entre em vigor antes do final do ano.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o presidente chinês, Xi Jinping, submeteram o plano para ratificar o acordo ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que está na China para testemunhar o anúncio, avança a agência Reuters.

A Assembleia Nacional Popular, o parlamento chinês, ratificou este sábado o acordo: os deputados votaram a favor de adotar "a proposta de rever e ratificar o Acordo de Paris", no final da sessão bimestral da Assembleia Nacional Popular, informou a agência oficial Xinhua.

O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou entretanto que o acordo sobre o clima alcançado na cimeira de Paris (COP21) em dezembro poderá ser visto pelas gerações futuras como "o momento em que finalmente decidimos salvar o planeta".

"Em última análise, (o acordo) vai marcar um ponto de viragem para o nosso planeta", afirmou Obama, depois de ter sido anunciada a ratificação conjunta do tratado pelos Estados Unidos e pela China.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que participou no encontro entre os dois chefes de Estado, manifestou-se hoje "otimista" com a entrada em vigor do acordo de Paris até ao final do ano.

"Vocês deram um forte impulso para a entrada em vigor do acordo. Estou otimista de que podemos chegar lá antes do final do ano", afirmou durante o encontro entre Obama e chinois Xi Jinping.

Barack Obama chegou hoje a Hangzhou, este da China, para participar na cimeira do G20, que decorre no domingo e na segunda-feira, naquela que deverá ser a sua última viagem aquele país enquanto chefe do Estado.

Brian Deese, conselheiro de Obama, garante que a declaração conjunta dos dois países deverá levar outros países a ratificarem o pacto alcançado na cimeira do clima de Paris (COP21) do ano passado.

O Acordo de Paris é o primeiro pacto universal para combater as alterações climáticas e só entra em vigor após ser ratificado por pelo menos 55 países que somem no total 55% das emissões globais.

A ratificação do acordo por parte do Parlamento chinês era fundamental para conseguir esse objetivo, já que a China e os Estados Unidos são os dois países mais poluentes do mundo, somando cerca de 38% das emissões globais.

Destinado a substituir em 2020 o Protocolo de Quioto, o Acordo de Paris tem como objetivo manter o aumento da temperatura média mundial abaixo de 2 graus centígrados em relação aos níveis pré-industriais.

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