Paragem das aulas compensada no Carnaval, na Páscoa e no verão

Interrupção também será válida para o ensino privado. Ministro da Educação desvalorizou a não adoção do ensino à distância, sublinhando que o Governo comprou mais de 300 mil computadores para os alunos mais carenciados

A paragem das aulas durante as próximas duas semanas será compensada nas férias do Carnaval e da Páscoa e numa semana extra do final do ano letivo, já no verão, revelou esta quinta-feira o ministro da Educação.

"Estes 15 dias, como disse o senhor primeiro-ministro, serão compensados. Serão compensados na que era a interrupção letiva do Carnaval, naquilo que restava da interrupção da Páscoa e também com uma semana no final do ano letivo. Assim conseguimos compensar estes 15 dias. Se bem se recordam, já tínhamos feito uma extensão do ano letivo adivinhando também tudo aquilo que pudesse acontecer e para trabalhar também na consolidação e recuperação das aprendizagens", explicou Tiago Brandão Rodrigues em conferência de imprensa.

Questionado sobre não ter sido adotado novamente o ensino à distância, como aconteceu no primeiro confinamento, o ministro frisa que não está em causa a digitalização das escolas, mas sim a saúde, sublinhando que o Governo comprou mais de 300 mil computadores para os alunos mais carenciados.

Apesar de não serem lecionadas aulas, as escolas vão estar abertas "para servir refeições aos alunos da Ação Social Escolar" e para receber os filhos dos trabalhadores dos setores essenciais. Também em funcionamento vão estar as atividades de Necessidades Educativas Especiais.

"Sei que a sociedade portuguesa compreende e entendeu que as escolas fizeram um notável e enorme trabalho nestes últimos meses", frisou.

O ministro da Educação fez questão de frisar que a interrupção das atividades letivas vai ser "para todos". Não só público, mas também no privado e cooperativo. "Esta é uma interrupção letiva para todos. Eu tenho muito respeito pelo ensino particular e cooperativo, mas o ensino particular e cooperativo não são as nossas universidades e institutos politécnicos, com o grau de autonomia que têm", sublinhou.

"Cumpram este confinamento em casa com o mesmo zelo que, orgulhosamente, vi em tantas e tantas escolas", apelou o ministro, que justifica a suspensão das aulas com o crescimento da variante britânica em Portugal, onde já atingiu 20% dos infetados.

As aulas vão estar suspensas desde esta sexta-feira até ao 5 de fevereiro.

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