Centenário não altera o ritmo das clarissas que fazem as hóstias

O Santuário de Fátima afirma que, desde janeiro, têm vindo a ser reforçadas as quantidades de hóstias pedidas às clarissas de Lisboa, que garantem que a vida pelo convento continua "normalíssima".

As hóstias que vão ser consumidas nas celebrações do centenário com o papa, a 12 e 13 de maio, são "oriundas do lugar de sempre - as clarissas da Estrela", em Lisboa, afirmou à agência Lusa fonte do gabinete de comunicação do Santuário de Fátima, assegurando que não há necessidade de importar hóstias.

De acordo com a mesma fonte, o Santuário tem solicitado desde janeiro um reforço das hóstias fornecidas, pelo que, "se por qualquer motivo" as clarissas não pudessem dar resposta, a instituição recorreria ao Instituto Monsenhor Airosa, de Braga, que fornece as hóstias vendidas nas lojas do Santuário.

No entanto, "as clarissas têm dado conta de todas as solicitações", referiu o gabinete de comunicação do Santuário.

"A produção continua com o mesmo ritmo. Quando o Santuário precisa de hóstias, pede. Nós não apressamos nem diminuímos o passo", afirmou à Lusa a madre superior do Convento das Clarissas da Estrela, em Lisboa, Maria José Reis.

Segundo a responsável, "a vida continua normalíssima" para as cinco irmãs que vivem em regime de clausura.

Para Maria José Reis, a produção de hóstias "é um trabalho doméstico, como quem faz um bordado", referindo que não contabilizam o número de hóstias.

"Há muita expectativa com a visita do papa, mas, em termos de hóstias, não vale a pena fazer expectativa nenhuma", sendo que a vinda de Jorge Bergoglio a Fátima, entre 12 e 13 de maio, não aumentou nem diminui a produção.

"Continuamos a fazer a nossa vida normal, com o passo normal", assegura.

Em 2016, registaram-se quase 1,4 milhões de comungantes nas celebrações do Santuário de Fátima, informou o gabinete de comunicação da instituição.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG