Onda de calor deixa Europa em alerta e prejudica vinho italiano

Cruz Vermelha internacional alerta para a necessidade de os idosos e os sem-abrigo serem apoiados nos países afetados: Itália, França, Espanha, Balcãs

Os produtores de vinho italianos estão a ser severamente prejudicados pela onda de calor que tem afetado a Europa, tendo mesmo antecipado as colheitas. Batizada como "Lúcifer" esta situação de temperaturas extremas - proveniente de África - tem provocado dezenas de incêndios florestais, atingindo principalmente Itália, algumas zonas de Espanha e França, os Balcãs, a Ucrânia e a Roménia, onde duas pessoas morreram. Levou ainda a um aumento do consumo de energia e de água. Para hoje as previsões do site meteoalarm.eu apontam para que na Bósnia, Hungria, Itália, Montenegro, Roménia e Sérvia se mantenham as temperaturas altas.

Portugal não está a ser afetado, mas as previsões apontam para que as temperaturas se mantenham elevadas.

Perante este cenário de calor extremo em zonas pouco habituais a Federação Internacional da Cruz Vermelha (IFRC) alertou para o facto de ser necessário apoiar as pessoas mais vulneráveis nos países afetados pela pior onda de calor da última década no mês de agosto. Na sequência deste alerta colocou voluntários nas ruas da Áustria, Croácia, Itália, Hungria, Sérvia e Espanha a prestar assistência aos idosos e aos sem-abrigo.

Em Espanha, onde 29 províncias estiveram este sábado em alerta devido ao calor, pois houve regiões onde as temperaturas chegaram aos 44 graus, a Cruz Vermelha esteve presente em 300 praias para prestar os primeiros socorros aos banhistas. Em França, as equipas desta organização distribuíram água aos sem-abrigo. E em alguns dos países afetados foi pedido às pessoas para não saírem de casa e que bebessem muita água.

Colheita antecipada

Com a previsão de as temperaturas na Europa se manterem perto dos 40 graus nos próximos dias, os vitivinicultores italianos podem ter graves problemas com a colheita deste ano. Carlo Petrino, fundador do movimento Slow Food, escreveu um artigo no diário italiano La Stampa que não há registos de os produtores terem de começar a apanhar as uvas antes de 15 de agosto. "A saúde das uvas é severamente testada por este clima", sublinhou, frisando que os viticultores correm o risco de encontrar o produto "cozinho pelo sol e calor escaldante".

Itália tem sido um dos países mais afetados pela onda de calor, o que fez as autoridades emitir alertas para 26 cidades, incluindo as turísticas Veneza e Roma, localidades onde muitas das fontes foram desligadas devido à seca.

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