"Não tenho nenhuma evidência de que tenha havido qualquer falha"

PM reafirmou confiança na ministra da Administração Interna e nos meios operacionais no terreno em Pedrógão Grande

Antes mesmo da conclusão do inquérito aberto às circunstâncias da morte de 64 pessoas na "estrada da morte", no concelho de Pedrógão Grande, o primeiro-ministro veio já reafirmar a total confiança nos meios operacionais e na hierarquia. "Não tenho nenhuma evidência de que tenha havido qualquer falha", afirmou António Costa, numa entrevista esta noite à TVI. "Mantenho a confiança na cadeia de comando, desde a ministra até aos homens que estão no combate", precisou.

O primeiro-ministro, que também já teve a pasta da Administração Interna no passado, garante que Constança Urbano de Sousa "tem sido uma excelente ministra". A Administração Interna, sublinhou, "é uma pasta difícil e que nunca tem boas notícias. Quando não é o incêndio é a cheia, quando não é a cheia é o polícia que é morto".

António Costa negou ainda que esteja a ser recusada a oferta de ajuda por parte de outros países, apontando o pedido de auxílio feito a Marrocos. "Estamos a solicitar as ajudas que os comandos, a cada momento, entendem ser necessárias".

Quanto à confusão surgida esta tarde em torno da suposta queda de um avião de combate aos incêndios em Pedrógão, que não foi confirmada, António Costa relativizou essa informação avançada pela Proteção Civil (e depois desmentida pela mesma autoridade). "Eu próprio achei que tinha caído um Canadair", disse, dando o caso como um exemplo da dificuldade de recolha de informações num cenário como o que está a ser vivido na região Centro.

O primeiro-ministro fez também saber que a explicação meteorológica para o caráter excecional do incêndio de Pedrógão "não chega". "A explicação que as pessoas dão é que houve uma espécie de furacão. Não sei, temos de ver". Ainda sobre o caráter excecional da catástrofe, sublinhou: "A maioria dos cadáveres foram encontrados numa área de cinco quilómetros quadrados. Trinta deles numa área de 400 metros".

António Costa elogiou ainda a corrente de ajuda criada pelos portugueses. "Há uma torrente de solidariedade absolutamente extraordinária".

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