"Não podemos cometer o erro do Natal. Não pode haver Páscoa"

Raquel Duarte esteve na última reunião do Infarmed a apresentar uma proposta de desconfinamento. Ao DN, diz que tem de haver mudanças na sociedade e já, que não se podem cometer erros do passado e nem arriscar uma quarta vaga. Governo decide hoje os próximos passos. A abertura pode começar já dia 15.

Raquel Duarte é médica pneumologista, com formação em saúde pública e em economia da saúde, é professora universitária e ex-secretária de Estado da Saúde. Óscar Felgueiras é matemático da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e está ligado à ARS do Norte. Ambos foram convidados pelo Governo para olharem a realidade pandémica e elaborarem uma proposta de desconfinamento, precisamente para o período em que se completa um ano de pandemia e depois de ser ter vivido o pior pico da doença.

E assim o fizeram. Raquel Duarte assume que o convite do Governo levou à colaboração de mais colegas e à criação de "um grupo interdisciplinar", desde a pneumologia à saúde pública, da matemática à gestão e à psicologia, que define como: "Somos uma equipa pequena que trabalhou empenhadamente e arduamente neste desafio. Os nossos dias tiveram mais de 24 horas."

Começaram por rever a literatura publicada, depois os dados e o impacto que todas as medidas que foram sendo tomadas tiveram no combate à doença. Depois quiseram saber o impacto que estas tiveram a nível económico, social e mental. Sempre tendo em atenção o risco da mobilidade em relação à doença. E desenharam um plano de desconfinamento em quatro níveis, progressivo, monitorizado, dependente do coletivo, das condições criadas por cada concelho, e do comportamento individual. Raquel Duarte afirma que o mais importante: "É o risco de transmissão estar sempre controlado".



Foi convidada pelo Governo para apresentar uma proposta para o desconfinamento. Acredita que desta vez os cientistas serão ouvidos?
Temos de ter a noção de que há duas componentes diferentes em jogo. Uma é a componente da ciência - uma ciência que se baseia muito na experiência, porque em termos de evidência há muitas medidas e atitudes das quais não temos evidência sustentada, temos apenas a experiência acumulada do que se viu acontecer, e uma coisa é ouvir os peritos e as suas propostas - outra é a da exequibilidade, a parte política da questão. Acredito que os políticos ouvem os peritos e que, depois, conhecedores de toda a informação tomem a posição que politicamente seja a mais adequada para o país. Penso que as medidas que forem tomadas não serão antagónicas ao que se propôs, mas complementares.


De todas as medidas que constam na proposta que apresentou já para o primeiro nível de desconfinamento, que pode começar no dia 15, qual é a que a preocupa mais se não integrar o pacote que o Governo vier a decidir?
Não tenho assim nenhuma que me preocupe mais. Penso que nesta última reunião no Infarmed houve muito consenso. As propostas apresentadas acabaram por ter só pequenas diferenças. O que é preciso garantir, independentemente das medidas, e que já aprendemos neste ano de covid-19, é que todas devem ser implementadas no terreno, porque não há nenhuma que isoladamente resolva a questão da pandemia.


O que quer dizer?
Que é preciso garantir que todo o trabalho no terreno se mantém de forma eficaz, que todos nós mantemos os cuidados que já devem fazer parte da nossa rotina, no sentido de reduzir a transmissão da doença, como distância, uso de máscara e higienização das mãos, mas que tem de haver condições no terreno que permitam um permanente alerta da Saúde Pública, com equipas, de forma a permitir a deteção precoce de casos, o isolamento destes e dos seus contactos, a deteção precoce de surtos, e ainda equipas de rastreio para testagem das populações de maior risco. Além do processo de vacinação, da monitorização das medidas que serão aplicadas para se perceber também o cansaço e a adesão das pessoas às novas regras.


Porquê a monitorização em relação à recetividade das pessoas?
Porque qualquer que seja a medida terá de ser ajustada e, nesta fase, já há várias plataformas e ferramentas que nos ajudam a fazer essa medição. Por exemplo, para elaborarmos esta proposta foi realizado um questionário e entrevista a um grupo de pessoas, que se pretendeu que fosse heterogéneo, para termos vários inputs. A proposta apresentada já foi ajustada aos contributos vindos destes inquéritos e entrevistas. Na elaboração tivemos em conta ferramentas como a mobilidade, as pesquisas feitas no Google, o que também nos deu uma noção da preocupação e da perceção de risco que as pessoas têm da situação. Por isso, digo, que todas estas medidas têm de estar incorporadas no terreno.


Fala de algumas em específico?
Falo de todas as que apresentámos. Sabemos que com a aplicação das medidas vamos ter necessariamente maior mobilidade e maior interação das pessoas. Esta mobilidade e interação têm de ser seguidas e monitorizadas. Vão fazer parte da nossa rotina para que possamos passar de nível no desconfinamento e é preciso garantir que em cada avaliação que se faça o risco não agrava e que podemos ir avançando e ir reduzindo as medidas para se retomar uma vida o mais normal possível.


A proposta aponta a continuidade do teletrabalho como regra, acha possível de se manter?
Aponta para o teletrabalho sempre que for possível. Aliámos sempre duas situações: o teletrabalho e o desfasamento de horários. Com o primeiro nível de desconfinamento vamos ter um aumento da mobilidade. Isto é certo, vamos ter mais casos, temos é de garantir que a mobilidade é a menor possível e que o risco de transmissão está controlado. Portanto, é importantíssimo desfazer as horas de ponta, as horas do dia em que há grande concentração de pessoas, para garantir um ambiente de segurança quer no local de trabalho ou nos transportes públicos. Isto leva ao teletrabalho, sempre que possível, quando não é, tem de haver desfasamento de horários, criação de equipas que podem funcionar como bolhas laborais, para evitar maior interação entre pessoas. O objetivo é reduzir a transmissão da infeção.

"Temos a noção que o desfasamento de horários, a criação de equipas desfasadas e o teletrabalho não são possíveis em todas as áreas laborais, mas naquelas em que é, é fundamental que fique garantido."


Mas isso levaria à reorganização de espaços e de recursos...
A reorganização do espaço é uma das questões importantes. É preciso que o espaço onde se trabalha encoraje e garanta a distância entre pessoas e o uso de máscara. Sabemos que estas duas medidas são universais e contínuas, exceto para nos alimentarmos e em contexto do agregado familiar. Mas no espaço laboral devem ser pensados também os locais de pausa. Aprendemos que os momentos de pausa eram considerados covid free, chegado o momento do café ou da refeição as pessoas juntavam-se e ficavam a conversar, o que motivou vários surtos. Agora, é preciso que os locais de pausa também sejam desenhados de forma a garantir a distância e com definição do número de pessoas que ali podem estar. Isto é fundamental.


Acha ser possível nas empresas portuguesas?
Deve ser feito sempre que possível. Temos a noção que o desfasamento de horários, a criação de equipas desfasadas e o teletrabalho não são possíveis em todas as áreas laborais, mas naquelas em que é, é fundamental que fique garantido.


Na área laboral, mantém também reuniões à distância...
Não estamos em época de fazer reuniões presenciais. Não precisamos de estar todos sentados na mesma sala e, nesta altura já aprendemos que há uma série de atividades e de contactos que podem ser feitos à distância e que são eficazes na mesma. Outra regra importante é o treino e a educação de cada um de nós. Todos temos de estar rotinados para os protocolos de segurança e de higiene do nosso local de trabalho.


Quer explicar melhor?
Eu tenho uma atividade e tenho de saber o que devo fazer para garantir que estou a executá-la em segurança. Há uma série de exemplos de cursos online que são promovidos por equipas de segurança e de higiene no trabalho que visam precisamente dar essa formação ao trabalhador. Cumprir uma rotina ou um protocolo é uma forma de garantir a redução da transmissão do vírus. Outra questão importante, que continua a ser uma fonte de surtos, é o facto de não se valorizar sintomas ligeiros e muitos irem trabalhar ou estarem com familiares. É preciso promover a auto avaliação dos sintomas, e se tivermos sintomas sugestivos há que ter a noção de que não se vai trabalhar. Liga-se para a Linha de Saúde 24, para saber o que fazer, e do lado laboral tem de haver capacidade, sem grandes dificuldades, para que a pessoa fique em teletrabalho, e sem penalizações económicas. Antes da pandemia ninguém iria deixar de trabalhar se tivesse febre ou tosse, hoje isso é inaceitável, porque vamos estar a colocar em risco os colegas e as famílias. A empresa tem de perceber que se tiver um trabalhador sintomático a trabalhar corre o risco de fechar se houver um surto. Portanto, há claramente benefício em que a pessoa com sintomas fique em casa.


Tendo em conta o mercado laboral e a mentalidade empresarial no nosso país, também acha ser possível?
Tem de ser. A proposta de desconfinamento que apresentámos coloca em cima da mesa várias coisas. Uma delas é que é uma proposta sem datas. É uma proposta de objetivos a cumprir, outra coisa é que, além do setor escolar, para o qual as medidas são nacionais, por uma questão de discriminação positiva em relação às crianças, todas as outras medidas são concelhias. Isto é, tem de haver um esforço individual e coletivo para se conseguir manter um nível de risco de transmissão da doença baixo. Temos de ser capazes de olhar para cada um de nós e para o que está a acontecer à nossa volta, porque o benefício é para todos, mas o malefício também.

Podemos arriscar uma quarta vaga. É isso que quer dizer?
Exatamente. Não podemos correr o risco de ter uma quarta vaga.


Que impacto teria uma quarta vaga?
Não nos podemos dar ao luxo de voltar a fechar a sociedade. Tivemos de fechar porque a pressão nos serviços de saúde era insustentável. Os doentes covid ocuparam de tal forma os serviços de saúde que há um atraso significativo nos cuidados às outras doenças. Nesta altura, temos de ser capazes de dar resposta a toda a população, quer sejam doentes covid ou não covid. Isto não pode voltar a ser posto em causa.


O primeiro nível do descofinamento - nível quatro - prevê a abertura de infantários, creches, venda ao postigo para o comércio a retalho...
A nossa proposta é que todos os concelhos abram no nível quatro. O setor escolar começa com o pré-escolar e infantil. O comércio a retalho com a venda ao postigo e redução de horário. E ainda há abertura para algumas atividades desportiva ao ar livre ou no interior, se forem individuais. Depois desta abertura, haverá avaliação às duas semanas. Se houver uma melhoria no nível de risco, o concelho poderá passar imediatamente para o nível inferior de desconfinamento - o nível três - onde já poderá abrir escolas até ao segundo ciclo, para as crianças até aos 12 anos. Se não houver melhoria no nível de risco, há que manter o mesmo nível até à próxima avaliação. Se naquelas duas semanas a situação ficar resolvida, o concelho abre mais uma porta para novas medidas.

"O meu conselho é que não haja Páscoa este ano, que as pessoas se mantenham dentro do seu agregado familiar e que não andem de um lado para o outro em grandes concentrações familiares."


Todas as medidas tomadas até à Páscoa são essenciais para evitar uma quarta vaga?
São. Não podemos cometer na Páscoa o erro que cometemos no Natal. Espero que se tenha aprendido bem a lição e que ninguém cometa o mesmo erro, que não foi só o da ceia de Natal, mas toda a movimentação possível nessa época. Por isso, o meu conselho é que não haja Páscoa este ano, que as pessoas se mantenham dentro do seu agregado familiar e que não andem de um lado para o outro em grandes concentrações familiares.

Na proposta apresentada é referido também a necessidade de acabar com as horas de ponta nos transportes públicos. Esta é uma questão colocada desde o início da pandemia, pensa que será possível agora?

Na nossa proposta não falamos só dos transportes públicos, mas também do transporte individual. Falamos das pessoas que se deslocam no mesmo veículo com outras e que não fazem parte do mesmo agregado familiar. Em relação a esta situação é preciso não esquecer que a máscara deve ser usada, estamos num local próximo e não ventilado. Aliás, temos algumas atividades laborais em que os trabalhadores são transportados, muitas vezes, em carrinhas e aqui é obrigatório mesmo o uso de máscara e ventilação, janelas abertas. Em relação ao transporte público é preciso garantir que as regras são cumpridas. São fã dos transportes públicos, ando neles, é um transporte seguro, mas pode deixar de o ser nas horas de ponta. Estas não podem existir.

O que se pode fazer?

É obrigatório que haja um desfasamento dos horários laborais e dos horários escolares. Não temos de entrar nem de sair todos à mesma. É claro que se tem de ser sensato, e tendo em conta que as crianças mais pequenas são levadas às escolas pelos pais é evidente que vai ter de haver alguma coerência, mas de desfazer as horas de ponta.

Nem sequer é uma questão de reforçar frotas, mas de mudanças na sociedade...

É evidente que se poderá reforçar a frota, mas não chega. Tem de se mudar a rotina, temos mesmo de reduzir as horas de ponta. Não as podemos ter se queremos reduzir a transmissibilidade da doença. E é possível fazê-lo. Não precisamos todos de entrar às 8:30 ou de sair às 12:00 ou às 13:00 para se almoçar e ir até à restauração. O que faz com que haja também horas de ponta neste setor. Portanto, precisamos claramente de uma mudança que tem de ser integrada e trabalhada com as autoridades de Saúde, com a atividade laboral e com o ensino. Tem de ser uma mudança transversal em todos os setores.

Essas mudanças têm de ser agora para melhor o combate à pandemia e até para outras situações futuras?

Exatamente. Tem de ser agora. Acho que já aprendemos muita coisa, com o facto de muitos terem estado em teletrabalho e de se ter percebido que há muita coisa que pode ser feita à distância, e tem de ser agora, não o podemos fazer depois de uma quarta vaga. Repito, não nos podemos dar ao luxo de ter uma quarta vaga.

"O comércio a retalho pode ser aberto nesta fase inicial, mas com restrições, ao postigo. É uma forma de garantir que há uma transmissão reduzida."

Relativamente à venda ao postigo, será para todo o comércio a retalho, mas cafés e restaurantes queixam-se de que não faz sentido não poderem vender cafés, águas e outras bebidas. Porque foi decidido assim?

Foi decidido assim porque fizemos uma avaliação do efeito desta atividade na doença, no impacto económico, social e mental. Fomos avaliar todas as dimensões e o risco de desrespeito pelas regras da mobilidade e tivemos de priorizar o que deve ser feito. Na parte do comércio a retalho, verificámos que o risco desta atividade não teve grande efeito na tendência da doença, nem a nível social ou mental, mas teve um efeito económico importante, que não estava sequer associado ao grande desrespeito pelas normas mas ao aumento da mobilidade no território. Por isso, se propõem que pode o comércio a retalho pode ser aberto nesta fase inicial, mas com restrições, ao postigo. É uma forma de garantir que há uma transmissão reduzida.

Em relação à restauração?

O risco na restauração está associado à aglomeração de pessoas e ao desrespeito das orientações da Direção-Geral da Saúde. As pessoas não utilizam máscaras e podem estar em ambientes interiores. O habitual era entrar num restaurante e retirar de imediato a máscara e não só no momento da refeição. Portanto, optou-se por esperar para a fase seguinte. Tínhamos de priorizar as medidas e optou-se por iniciar as que tinham menos efeito na doença, mas mais efeito económico, social e mental.

Nesta fase a restauração mantém só o take away?

Sim, mas no nível 3 avança com serviço de esplanada. Na restauração não é mantida a distância estamos sentados à volta da mesma mesa e para comermos temos de tirar a máscara. O que se propôs foi que no nível três se avançasse para a abertura com o serviço de esplanada, já sabemos que o risco de transmissão é menor no ambiente exterior do que no interior, mas com regras, com distância e uso de máscara até ao momento em que se está mesmo a comer. Permite-se que iniciem a atividade, mas com segurança. O objetivo da proposta é precisamente que se vá abrindo a sociedade a testar o terreno. Passo a passo e avaliando-se as medidas. Se não houve agravamento de risco da doença continua a baixar-se o patamar de risco e abre-se mais outra porta. Testamos outra vez o terreno, mantém-se o baixo risco, abrimos mais uma porta. É o faseamento progressivo do levantamento das medidas, preferimos andar para a frente mais devagar, mas no sentido de termos a certeza de que o terreno está controlado.

Voltando às escolas, os alunos do secundário e os do superior ainda podem ter a esperança de terem aulas presenciais este ano?

Sim, claro. Como disse, este plano não tem datas, tem objetivos e vai depender muito da criação de condições em cada concelho e dos comportamentos da sua população. No melhor cenário, de duas em duas semanas é possível ir descendo de nível, mas é preciso haver condições no terreno e comportamentos que permitam que aquele concelho mantenha um nível de risco baixo para a doença.

"No ensino superior, há muitos alunos que têm aulas distantes da sua residência. Há um risco de mobilidade interterritorial muito grande."

Porque que é se deixou para os últimos níveis de desconfinamento os alunos mais velhos?

Os alunos mais novos são transportados para a escola pelos pais, o risco de desrespeito das regras e de mobilidade é baixo. Os pais levam para a escola e trazem da escola. Os mais velhos são autónomos, mesmo que se considere que existem todas as condições de segurança dentro das escolas a verdade é que existe maior mobilidade. No ensino superior, há muitos alunos que têm aulas distantes da sua residência. Há um risco de mobilidade interterritorial muito grande. Tudo isso foi considerado, o importante é que cada concelho avance à velocidade das condições que vai criando e do comportamento da sua população.

A decisão de passagem de nível e de regresso à normalidade será tomada concelho a concelho, pela autarquia e pelas autoridades de saúde?

Sim. O importante é todos percebermos que as medidas sozinhas fazem muito pouco e que no terreno tem de estar implementado tudo o resto, equipas de rastreio, testagem, vacinação.

A falta de recursos na área da saúde pública tem sido um problema, agora já estamos preparados?

Temos de estar. Tivemos um ano para nos preparamos. Na Região Norte, por exemplo, já temos formadas equipas de rasteio e de testagem rápida regionais. Tem de haver uma resposta da unidade de saúde pública local, que conhece o terreno, mas também a nível regional. A região preparou-se e planeou e penso que esta estratégia é possível replicar para o resto do país.

A fadiga pandémica pode prejudicar o combate à doença. O que é preciso fazer?
A fadiga pandémica é uma ameaça terrível e a desinformação também. As pessoas já estão cansadas e depois ainda há vozes diferentes que baralham a mensagem. Por isso, dizia, ser preciso monitorizar este cansaço e a adesão das pessoas às medidas, mas acredito que é possível um fôlego novo e que é possível chegarmos aos objetivos. Vai depender de nós, individualmente e coletivamente.

Por fim, que balanço faz do combate à pandemia e como olha o futuro?
Portámo-nos muito bem na primeira vaga. Tivemos medo. Na segunda/terceira, convencemo-nos que estava tudo controlado. Confiámos. Já passámos por tudo, aprendemos, ou tivemos obrigação de aprender, agora é preciso que não se cometa os mesmos erros. Se não os cometermos, conseguiremos ter uma vida o mais normal possível, não esquecendo que o vírus está lá.

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