Morreu o ex-jornalista da Lusa e colaborador do DN Fernando Valdez

Durante o seu percurso foi membro do Conselho Geral do Sindicato dos Jornalistas de 1996 a 2008 e tesoureiro na Direção de 2010/2012, presidida por Alfredo Maia.
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O antigo jornalista da agência Lusa e antigo colaborador do DN Fernando Valdez morreu esta quinta-feira de madrugada, aos 73 anos, num hospital em Lisboa, na sequência de um problema respiratório, disse à agência Lusa a filha.

Fernando Valdez, que nasceu em 02 de setembro de 1949, entrou na ANOP (Agência Noticiosa Portuguesa, que deu origem à agência Lusa) em março de 1975 e saiu da Lusa em setembro de 2015, para a pré-reforma.

Durante o seu percurso foi membro do Conselho Geral do Sindicato dos Jornalistas de 1996 a 2008 e tesoureiro na Direção de 2010/2012, presidida por Alfredo Maia.

Foi dirigente sindical na Lusa na década de 90 e foi um dos subscritores do primeiro Acordo de Empresa.

Fernando Valdez integrou várias editorias da agência, nomeadamente Economia, Nacional, País, África e Desporto.

Foi ainda colaborador do DN na área de Economia.

Esteve internado recentemente durante duas semanas devido a uma pneumonia e sofreu depois uma embolia pulmonar.

Os órgãos representativos dos trabalhadores da Lusa recordaram esta quinta-feira o antigo jornalista como um profissional "determinado, de convicções fortes e solidário", autor da frase "Destruir a Lusa é atacar a Democracia".

"Ao longo dos 40 anos em que trabalhou na Lusa (inicialmente ANOP), Fernando Valdez foi um jornalista determinado, de convicções fortes e solidário, mantendo-se muito próximo da empresa e dos seus camaradas, mesmo depois de reformado", destacam em comunicado a Comissão de Trabalhadores, o Conselho de Redação e os sindicatos dos Jornalistas (SJ), dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente (SITE) e dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE).

Manifestando-se "profundamente chocados" com a notícia da morte do jornalista e expressando as condolências à família, os órgãos representativos dos trabalhadores (ORT) lembram que ainda em 30 de março passado, no primeiro dia da greve de quatro dias cumprida pelos trabalhadores da Lusa, Fernando Valdez visitou a agência, em Lisboa, "para manifestar solidariedade na luta dos trabalhadores", que ainda decorre.

"Durante as lutas laborais que marcaram os anos da 'troika', desde 2011, Fernando Valdez manteve-se presente e atuante em vários contextos de intervenção, tornando-se, para muitos trabalhadores da Lusa, uma figura de inspiração para as lutas futuras", salientam.

Segundo recordam os ORT, Fernando Valdez "foi o autor da palavra de ordem 'Destruir a Lusa é atacar a Democracia', que se mantém atual e este 25 de Abril desceu a Avenida da Liberdade, em Lisboa".

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