Moradores do Bairro Alto criticam falta de comunicação sobre fecho de rua

Indignação pelo facto da Câmara Municipal de Lisboa não ter informado sobre decisão

A Associação de Moradores do Bairro Alto (AMBA) criticou esta segunda-feira a falta de comunicação da Câmara de Lisboa sobre o fecho da Rua da Rosa, desde sexta-feira até hoje, onde havia perigo de queda de fragmentos de uma varanda.

"A rua fechou na sexta-feira à tarde e não houve qualquer informação por parte da Câmara, nem havia polícia municipal nem placas com informação no local", disse à agência Lusa o presidente da AMBA, Luís Paisana.

De acordo com o responsável, isto causou transtornos a moradores e comerciantes que tiveram de "arranjar alternativas e ir por outras entradas".

"Houve dificuldade de mobilidade geral e houve, sobretudo, uma sobrecarga de trânsito no Largo de Camões, que era a única alternativa para sair desta zona", apontou.

Questionada pela Lusa, fonte oficial do município de Lisboa indicou que a "rua vai ser reaberta ainda hoje", explicando que se estavam a "desprender elementos da varanda de um prédio particular".

"Os bombeiros retiraram esses elementos, que aparentavam risco de cair, e estabeleceram um perímetro de segurança junto à fachada do prédio com grades", para quem ali circula a pé, precisou a mesma fonte.

O município vai agora "intimar o proprietário [do prédio] para colocar uma pala de forma a evitar que caiam elementos para a rua".

Luís Paisana adiantou à Lusa que há cerca de ano e meio uma situação semelhante aconteceu com este prédio, com quatro pisos e que apenas está ocupado no último andar, mas nessa altura "chegaram mesmo a cair fragmentos para a rua" e "a única coisa que se limitaram a fazer foi pôr uma fita junto ao passeio", para condicionar a circulação pedonal.

Numa carta hoje enviada ao vereador da Segurança, Carlos Manuel Castro, e à presidente da Junta de Freguesia da Misericórdia, Carla Madeira, a AMBA aponta que o corte de trânsito também afetou "parte da Travessa das Mercês e da Travessa dos Inglesinhos (na esquina com a Rua Luz Soriano)", provocando "grandes dificuldades de acesso às viaturas de moradores, comerciantes e aos trabalhadores e doentes do Hospital St. Louis e de outras instituições com instalações nesta zona do bairro".

"Não compreendemos nem aceitamos que as autoridades locais (Câmara, Junta de Freguesia e Polícia Municipal) não informem todos os afetados sobre a situação, explicando os motivos, dando alternativas à circulação e indicando data previsível para a resolução do problema", adianta a associação.

Exclusivos

Premium

Legionela

Maioria das vítimas quer "alguma justiça" e indemnização do Estado

Cinco anos depois do surto de legionela que matou 12 pessoas e infetou mais de 400, em Vila Franca de Xira, a maioria das vítimas reclama por indemnização. "Queremos que se faça alguma justiça, porque nunca será completa", defende a associação das vítimas, no dia em que começa a fase de instrução do processo, no tribunal de Loures, que contempla apenas 73 casos.