Médicos do Santa Maria dizem que acusações geram instabilidade

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul acusou o serviço de Otorrinolaringologia de viver uma situação escandalosa de "mecanismos clientelares" e de "compadrio político".

O Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) recusou esta terça-feira comentar acusações de um sindicato do setor da Saúde sobre o serviço de otorrinolaringologia do Hospital de Santa Maria, respondendo com um comunicado de um grupo de médicos sobre a matéria.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS) acusou hoje o serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do Hospital de Santa Maria de viver uma situação escandalosa de "mecanismos clientelares" e de "compadrio político".

Em comunicado, a estrutura explica que foi nomeado um diretor do serviço de ORL com menos formação técnica do que outros oito médicos do mesmo serviço, e apresenta várias situações que considera ilegais e exemplos de como "os mecanismos clientelares" e o "comissariado político" se sobrepõem "ao respeito pela diferenciação técnico-científica da profissão médica" e à progressão na carreira médica.

Contactado pela Lusa, o CHLN diz que a justiça lhe deu razão numa providência cautelar a propósito da matéria e remeteu para um comunicado no qual se diz que as acusações geram instabilidade no Hospital e colocam em causa o funcionamento e capacidade formativa do serviço.

No comunicado assinado por uma dúzia de chefias do CHLN nega-se que haja um clima de medo ou um mau clima entre os profissionais e no serviço de ORL.

Os profissionais dizem que a prestação de cuidados de saúde "decorre dentro da normalidade" no serviço de otorrinolaringologia e no CHLN.

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