"Mário Centeno está em muito maus lençóis"

Comentador ironizou que se esta "telenovela" fosse com Passos, "já tinha caído o Carmo e a Trindade", e com Santana pedia-se dissolução

O ministro das Finanças é o elo mais fraco da "telenovela mexicana" em que está transformada a Caixa Geral de Depósitos (CGD), considerou ontem o antigo presidente do PSD, Marques Mendes, no seu espaço de comentário na SIC. "Mário Centeno está em muito maus lençóis", atirou. Para Marques Mendes, as culpas no cartório são do ministro das Finanças. "Foi ele que criou toda esta confusão", ao aceitar o pedido do presidente da administração da CGD para não apresentar as declarações. Sobre isto, depois da decisão do Tribunal Constitucional e da intervenção do Presidente da República, o comentador foi muito ilustrativo: ou apresentam "as declarações rapidamente ou desamparem a loja".

Quem não vai desamparar loja alguma - no caso da pasta das Finanças - é Mário Centeno, na opinião de Marques Mendes. "Não vai sair porque é difícil encontrar quem aceite ser ministro das Finanças num governo como este." Para o comentador, o executivo socialista esteve bem no processo de recapitalização do banco público, mas desde então só tem somado disparates. "A cereja em cima do bolo do desastre" é o tema das declarações de rendimentos. Para Mendes, a sorte do governo é a ausência de oposição, PSD incluído. "Passos Coelho não tem feito oposição" no tema da Caixa, apontou. "Ninguém faz uma pergunta, uma que fosse."

Marques Mendes não deixou de ironizar que "se fosse com o governo de Passos, já tinha caído o Carmo e a Trindade", e com o de Santana "já se pedia a dissolução" do Parlamento. Assim, notou, "o governo anda a tentar passar entre os pingos da chuva"

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