Exclusivo Maria João Feio: "Portugal está muito atrasado na recuperação dos rios"

Um estudo que engloba 88 países alerta para a fraca qualidade ecológica dos rios em todo o mundo. A portuguesa Maria João Feio liderou uma equipa de 29 peritos desse universo, que concluiu estarmos perante uma elevada perda de biodiversidade. As descargas continuam a ser o maior problema em Portugal.

Como é que chegou à coordenação deste estudo?
Foi um processo mais ou menos natural. Muitas destas pessoas trabalham comigo há algum tempo, na área da monitorização e avaliação ecológica de águas doces. A ideia nasceu para tentar perceber de uma forma mais global como é que estão os rios em termos ecológicos e como é que está essa monitorização ecológica - e depois o mais importante que é a reabilitação e a recuperação destes ecossistemas. Cada um de nós trabalha nos seus países, vamos fazendo colaborações em conjunto, e temos mais noção do que se passa na Europa ou na América do norte, onde a monitorização ecológica está implementada de uma forma mais regular e abrangente. Por exemplo, todos os países que estão na União Europeia têm que a fazer, desde que foi publicada a diretiva-quadro da água, no ano 2000.

E que implica exatamente o quê?
Significa que os países europeus tiveram que implementar a monitorização dos rios com base nas suas comunidades aquáticas, nas plantas, as algas, em tudo o que faz parte do ecossistema.

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