Marcelo acha que prolongar restrições "é sensato" mas considera prematuro especular

Presidente da República comenta declarações de António Costa sobre possível alargamento das medidas restritivas relacionadas com a covid-19.

O Presidente da República considerou esta quinta-feira sensato o cenário equacionado pelo primeiro-ministro de prolongar as restrições para conter a evolução da pandemia de covid-19, mas advertiu que "é prematuro estar a especular".

Na primeira declaração que fez à RTP e à CNN Portugal depois de ser operado, na quarta-feira, a duas hérnias inguinais, Marcelo Rebelo de Sousa abordou o possível prolongamento das restrições no início de janeiro, hipótese que foi hoje colocada por António Costa.

"Parece-me que é sensato e as pessoas percebem. Já estamos muito em cima do Natal, portanto, agora é um pulinho até ao final do ano. As pessoas percebem bem como é que devem comportar-se", sustentou o chefe de Estado.

Interpelado também sobre o prolongamento das restrições nas fronteiras, o Presidente da República disse que "não vale a pena colocar 'o carro à frente dos bois'", uma vez que é preciso acompanhar a evolução da pandemia em Portugal e no resto do mundo.

"É prematuro estar a especular", acrescentou.

"O primeiro-ministro apresentou um cenário como quem diz: 'Nós estamos com uma determinada orientação. Se tudo correr bem, essa orientação não implica mais restrições. Se for necessário reforçar as restrições, reforçamos", elaborou.

António Costa admitiu hoje que a obrigatoriedade de apresentação de um teste à presença do SARS-CoV-2 com resultado negativo para entrar em Portugal deverá prolongar-se depois de 09 de janeiro e que poderá haver um reforço das medidas de prevenção.

"Se é possível antecipar o que vai ser a evolução [da pandemia], podemos prever que a partir de 09 de janeiro vamos ter que manter as medidas de controlo das fronteiras", disse o primeiro-ministro, em declarações à entrada para o Conselho Europeu.

"Esta variante [Ómicron] está a difundir-se muito intensamente na Europa, e também em Portugal, e não vamos poder desarmar, vamos ter que manter ou mesmo reforçar, se for necessário", completou.

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