Mais de 20 mil pessoas unidas contra a censura de partos no Instagram

Projeto Empowered Birth tem tentado lutar contra regra da rede social que compara fotografias de partos a pornografia. Mais de 21 pessoas já assinaram petição

O Instagram bloqueia as fotografias de partos que mostram mulheres nuas, por considerar que entram na categoria de material ofensivo, como a pornografia, ameaças de violência e discursos de ódio. Contra esta proibição de um ato natural, uma enfermeira de Los Angeles, EUA, lançou uma petição no final de 2017. Já tem mais de 21 mil assinaturas e o objetivo é chegar às 25 mil. Antes desta iniciativa, Katie Vigos tinha lançado o projeto Empowered Birth no Instagram, em 2014. Uma conta que já tem mais de 300 mil seguidores.

"O corpo feminino no meio de um parto - sangue, pelos púbicos, nádegas, a imagem de um bebé a sair da vagina de uma mulher - parece levar as pessoas a denunciar estas imagens", refere Katie Vigos, ao jornal inglês The Guardian, acrescentando que não vê nenhum motivo para não se mostrarem imagens do nascimento de um bebé.

A explicação que obteve é de que a política é não mostrar genitais, independentemente do contexto. As regras do Instagram são de não permitir nudez. "Isso inclui fotos, vídeos e conteúdos criados digitalmente que mostrem relações sexuais, genitais, e close-ups de nádegas", refere a política da rede social de partilha de vídeos e imagens.

Katie Vigos contesta esta postura: "Estão a dizer que porque há genitais envolvidos no parto, estas imagens pertencem à pornografia." A enfermeira acredita que esta postura assenta na crença social que o corpo feminino apenas é aceitável e desejável em certas condições. Por isso, luta para se normalizar o parto e ensinar as pessoas o que acontece aos seus corpos. Desta forma, espera conseguir reduzir o grau de medo e inibição que muitas mulheres passam durante o parto, por não estarem familiarizadas com o que acontece.

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