Internamentos e incidência continuam a subir. R(t) estabiliza

Há mais 13 pessoas internadas devido à covid-19 - são 331, no total -, indica o boletim diário da DGS. A incidência também sobe e está agora nos 97,4 casos por 100 mil habitantes. Registam-se mais 844 casos de infeção e quatro mortes.

Foram confirmados, em 24 horas, 844 novos casos de covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Há também a registar mais quatro mortes associadas à infeção por SARS-CoV-2, indica o relatório desta sexta-feira (29 de outubro).

Nos hospitais portugueses, o número de internamentos sobe para 331 (mais 13 do que o reportado na quinta-feira). Nas unidades de cuidados intensivos estão agora 65 doentes (mais cinco).

Além dos internamentos, também a taxa de incidência da infeção a 14 dias continua a subir. Passa de 94,8 para 97,4 casos de covid-19 por 100 mil habitantes em todo o território nacional. Já no continente, a incidência é de 97,6 casos por 100 mil habitantes (era de 94,9).

Já o risco de transmissibilidade, denominado R(t), mantém-se em 1,08.

Estes são os dois valores da matriz de risco definida pelo Governo para a gestão das medidas de combate à pandemia. Portugal mantém-se na zona laranja.

Lisboa e Vale do Tejo, com 332 novos casos e três óbitos, e o Norte, com 239 e uma morte, são as regiões que concentram o maior número diários de infeções.

Verificaram-se mais 156 casos de covid-19 no Centro, 45 no Algarve, 26 no Alentejo, 27 nos Açores e 19 na Madeira.

DGS indica ainda que há mais 755 pessoas que recuperaram da doença, elevando para 1 039 284 o número total de recuperados. Desta forma, o número de casos ativos da infeção por SARS-CoV-2 aumenta para 31 540 (mais 85 face ao dia anterior)

Com esta atualização, Portugal já confirmou 1 088 977 diagnósticos de covid-19 e 18 153 óbitos desde o início da pandemia.

Relatório diz ainda que há mais 238 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 22 168.

Visitantes de instituições de acolhimento têm de apresentar certificado digital

Também esta sexta-feira ficou a saber-se que as visitas de crianças e jovens em casa de acolhimento têm de apresentar o Certificado Digital covid-19 para entrar na instituição, segundo uma orientação da DGS.

Na norma"Covid-19: Estruturas de acolhimento e abrigo de pessoas com necessidade de proteção", agora atualizada, a DGS afirma que estas instituições, "pelas suas características, podem ser locais de transmissão da infeção por SARS-CoV-2", devendo por isso ser tomadas medidas adicionais para assegurar a minimização da transmissão da doença nestes contextos.

Relativamente às visitas dos candidatos à adoção, no âmbito da fase de transição do projeto adotivo, a autoridade de saúde recomenda que devem decorrer "em espaço adequado, autónomo da casa de acolhimento".

Isto numa altura em que se regista em Portugal um aumento na incidência da covid-19, tal como está a acontecer no resto da Europa, pelo que o país vai manter-se em estado de alerta, como referiu na quinta-feira, após reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Saúde, Marta Temido.

"A pandemia não acabou e já há vírus da gripe na Europa", alerta médico

Ouvido pelo DN, o pneumologista Carlos Robalo Cordeiro, que também integra o Gabinete de Crise da Ordem dos Médicos, explica que "a incidência está a aumentar mas isto é resultado da transmissibilidade, porque a situação, e devido ao facto de Portugal ser dos países do mundo com mais população com a vacinação completa, não está a ter resultados na gravidade, quer em internamentos quer na letalidade. E isto é uma vantagem para nós em relação a outros países da Europa, que estão a regressar às medidas restritivas".

Para este médico, que acompanha a pandemia desde o início, "a situação que agora estamos a viver é normal e expectável e tem a ver com a abertura - se calhar, demasiado abrupta - de algumas atividades económicas, como as discotecas". Por isso, sustenta, "já que não houve uma abertura faseada para algumas situações a mensagem que temos de passar agora à população é a de que a pandemia ainda não acabou".

Carlos Robalo Cordeiro refere ao DN que o feedback que já tem de alguns centros da Europa "é que o vírus da gripe já foi identificado em alguns países e mais tarde ou mais cedo vai chegar cá. Portanto, o momento é para proteger os mais frágeis senão poderemos ter efeitos dramáticos".

OMS insiste em manter escolas abertas apesar do "aumento acentuado" de infeções na Europa

E tendo em conta, precisamente, o agravamento da pandemia em alguns países europeus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) insistiu esta sexta-feira que as escolas devem manter-se abertas na Europa com medidas de proteção se necessário.

Mais da metade dos 53 países que compõem a região europeia da OMS relataram um "aumento acentuado" de casos em todas as faixas etárias na semana passada, 18% a mais em média, enquanto nos restantes continentes a tendência é de baixa.

Quarenta e cinco países da região europeia, que inclui a Rússia e várias ex-repúblicas soviéticas, aconselharam a manutenção do ensino presencial, mas outros sete optaram pelo encerramento total ou parcial.

A OMS destacou que as escolas devem ser "o último local a fechar as portas e as primeiras a reabri-las" e que interromper a sua atividade deve ser "o último recurso".

"O amplo encerramento de escolas no ano passado, afetou a educação de milhões de crianças e adolescentes, fez mais mal do que bem, principalmente para o bem-estar mental e social das crianças. Não podemos repetir os mesmos erros", afirmou o diretor da OMS- Europa, Hans Kluge.

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