28 óbitos. Há 10 meses que não havia tantas mortes por covid

Desde 9 de março de 2021, quando morreram 30 pessoas, que não existiam tantos óbitos por covid em Portugal. Há agora 1564 pessoas internadas devido à covid-19, menos 24 que ontem, indica esta terça-feira o boletim diário da Direção-Geral da Saúde.

Portugal confirmou, nas últimas 24 horas, 30 340 novos casos de covid-19, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (11 de janeiro). Foram ainda registadas mais 28 mortes devido à infeção por SARS-CoV-2. Desde 9 de março de 2021, quando morreram 30 pessoas, que não existiam tantos óbitos por covid em Portugal.

Já morreram 19 161 pessoas por covid em Portugal desde o início da pandemia

Há agora 1564 internados (-24), dos quais 153 (-8) estão em unidades de cuidados intensivos. Os dados mostram, no entanto, que recuperaram da doença mais 43 513 pessoas, indica a DGS numa altura em que já está disponível o autoagendamento da dose de reforço para quem tem 45 ou mais anos.

Os casos ativos diminuíram nas últimas 24 horas, totalizando 269.451, menos 10.201 do que na segunda-feira, e recuperaram da doença 43.513 pessoas, o que aumenta o total nacional de recuperados para 1.404.786.

Das 28 mortes, 10 ocorreram na região Norte, nove em Lisboa e Vale do Tejo, três na região Centro, quatro no Algarve, uma no Alentejo e uma na Madeira.

A marcação da vacina contra a covid-19 pode ser feita no portal de autoagendamento da Direção-Geral da Saúde. Está também disponível o agendamento para pessoas com 60 ou mais anos que pretendam tomar a dose de reforço contra a covid-19 e a vacina da gripe e para as pessoas que têm 30 anos e que receberam a vacina Janssen há mais de 90 dias.

Quase metade das crianças entre os cinco e os 11 anos ainda não tomaram primeira dose

De acordo com o último relatório diário da DGS sobre a vacinação em Portugal continental, 300 481 crianças entre os cinco e os 11 anos estavam vacinadas com uma dose até domingo, dia em que terminou o segundo período de vacinação para os menores destas faixas etárias e que decorreu durante quatro dias.

Segundo a contabilidade divulgada, 45 151 crianças dos cinco aos 11 anos iniciaram no domingo a vacinação contra a covid-19.

Perante os dados divulgados segunda-feira (10), e face ao número de crianças dos cinco aos 11 anos para as quais é recomendada a vacinação contra a covid-19, que a DGS quantifica em cerca de 626 mil, continuam por imunizar com uma primeira dose 48% dos menores desta faixa etária.

À data, segundo a DGS, cerca de 45 mil crianças deixaram de estar elegíveis para a vacinação, pois "contraíram a doença" nos últimos três meses.

A DGS esclarece, numa nota de imprensa, que as crianças que ainda não foram imunizadas "vão ter oportunidade de agendar a vacinação para os próximos períodos dedicados à vacinação pediátrica, a partir de 5 de fevereiro".

Mais de dois mil enfermeiros pediram para sair de Portugal desde o início da pandemia

Desde o início da pandemia, em março de 2020, mais de 2000 enfermeiros pediram para sair de Portugal, segundo os dados divulgados esta terça-feira pela Ordem dos Enfermeiros (OE).

"Só no último ano [2021], o número total de enfermeiros que manifestaram intenção de emigrar corresponde a cerca de um terço dos novos enfermeiros formados anualmente pelas escolas portuguesas", refere a OE em comunicado.

A Ordem dos Enfermeiros recebeu 2413 pedidos de declarações para efeitos de emigração.

De acordo com os dados, 1230 pedidos foram realizados em 2020 e 913 em 2021, especialmente no segundo semestre do último ano, "altura em que milhares de enfermeiros saem das escolas para o mercado", refere a OE. "Assim, enquanto até junho [de 2021] tinha havido 277 pedidos de emissão de declarações, entre junho e dezembro esse número ascendeu a 636", precisa a OE.

"Os países europeus, que nos últimos dois anos realizaram campanhas de recrutamento muito agressivas, para as quais a OE alertou, continuam a ser os escolhidos pelos enfermeiros portugueses", com a Suíça e os Emirados Árabes Unidos a receberem cada vez mais profissionais, de acordo a ordem.

"Estes números demonstram a continuação da tendência da emigração de enfermeiros, apesar da carência crónica de enfermeiros em Portugal. Recorde-se que, nos últimos dois anos, chegámos ao ponto de querer contratar enfermeiros, nos momentos mais críticos da pandemia, e não haver enfermeiros no mercado, apesar de todos os anos saírem 3000 novos enfermeiros das escolas", explica.

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