Registados mais 1855 casos e oito mortes em 24 horas. Incidência volta a subir e R(t) continua a descer

Índice de transmissibilidade, o R(t), continua a recuar, desta vez para 1,10, mas o número de hospitalizações continua a subir. Registaram-se, em 24 horas, mais 1855 casos de covid-19 e oito mortes, segundo o boletim diário da DGS.

Foram confirmados 1855 novos casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS). Relatório indica também que morreram mais oito pessoas devido à infeção por SARS-CoV-2.

No que se refere à pressão nos hospitais, regista-se um novo aumento nos internamentos, com mais 46 pessoas hospitalizadas, sendo agora, no total, 851. Nas unidades de cuidados intensivos, há 181 internados (mais cinco do que o reportado no domingo).

A incidência a 14 dias continua a subir de forma significativa, tendo ultrapassado os 400 casos de covid-19 por 100 mil habitantes no continente.

Os dados atualizados mostram que o valor da taxa de incidência passa de 366,7 para 403 casos de infeção por SARS-CoV-2 por 100 mil habitantes se não tivermos em conta as regiões autónomas da Madeira e dos Açores.

A nível nacional, a incidência passa 355,5 ​​​para 391 casos por 100 mil habitantes em todo o território nacional.​​​

Em sentido oposto, o índice de transmissibilidade, denominado R(t), volta a descer. É agora de 1,10, tanto no continente como a nível nacional.

Estes são os dois indicadores, incidência e risco de transmissibilidade, que constituem a matriz de risco definido pelo Governo na gestão das medidas para fazer face à pandemia.

Em relação à evolução por regiões, o Norte, tal como no domingo, volta a registar o maior número de novos casos no espaço de 24 horas, com 755 diagnósticos, superando Lisboa e Vale do Tejo, que confirmou mais 624 casos.

O Algarve mantém-se como a terceira região que concentra mais novas infeções, ao reportar 231 entre ontem e esta segunda-feira.

Foram confirmados mais 127 casos no Centro, 61 no Alentejo, 32 nos Açores e 25 na Madeira.

Dos oito óbitos registados em 24 horas, cinco ocorreram na região da capital, dois no Algarve e um no Norte.

DGS indica também que há agora mais 1382 casos de pessoas que recuperam da doença. São, no total, 863 089.

Desde o início da pandemia, Portugal já confirmou 932 540 diagnósticos de covid-19 e 17 215 óbitos, sendo que há agora mais 173 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

Perante estes dados o país tem, atualmente, 52 236 casos ativos da doença (mais 465 face ao dia anterior), indicam os dados desta segunda-feira.

Há um ano não havia tantos internados

Há um ano, os boletins diários da DGS davam conta do número de casos de infeção a descer e de uma redução significativa nos internamentos. Aliás, no que toca a internamentos, as notícias apontavam que, desde março, não havia tão poucos doentes internados. A 18 de julho de 2020, por exemplo, a DGS registava 452 internamentos, entre os quais 65 estavam em cuidados intensivos. Ontem estavam 805 doentes internados (176 em cuidados intensivos).

O número de hospitalizações continua a subir, conforme aumentam os contágios. "A boa notícia" é que a proporção é "muito mais baixa do que em vagas anteriores", afirma ao DN José Artur Paiva, diretor da unidade de medicina intensiva do centro Hospitalar São João, no Porto.

E nesta segunda-feira em que a DGS faz mais uma atualização da evolução da pandemia em Portugal, o dia é marcado pela entrada em vigor em Inglaterra da última fase de desconfinamento, apesar do número de casos estar a aumentar.

Chegou o "Dia da Liberdade", como foi considerado, para quem vive em Inglaterra. A partir de hoje, a maioria das restrições aplicadas por causa da pandemia de covid-19 é levantada, apesar do número de casos continuar a aumentar.

Levantamento de restrições em Inglaterra. Boris Johnson apela à cautela

Acaba o limite ao número de pessoas que se podem encontrar (apesar de continuar a ser recomendado que os encontros sejam no exterior), quem está em teletrabalho deve começar a regressar gradualmente ao posto de trabalho, as máscaras deixam de ser obrigatórias por lei mas ainda são recomendadas em alguns locais (como transportes).

As discotecas reabrem, os cinemas e teatros podem esgotar a lotação, o distanciamento social de um metro deixa de ser obrigatório (exceto em alguns locais, como os hospitais) e deixa de ser preciso quarentena de dez dias para quem, estando vacinado, regresse de um país da lista amarela de destinos (onde se inclui Portugal Continental e os Açores).

"Por favor, por favor, por favor sejam cautelosos. Avancem para a próxima etapa com toda a prudência e respeito pelas outras pessoas e pelos riscos que a doença continua a apresentar", apelou o primeiro-ministro Boris Johnson, apesar do levantamento das restrições.

Desde o início da pandemia, no final de dezembro de 2019, a infeção por SARS-CoV-2 já matou pelo menos 4,09 milhões de pessoas no mundo, segundo o balanço a agência de notícias francesa AFP com base em fontes oficiais.

Mais de 190 333 380 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde que foram detetados os primeiros casos da doença, na cidade chinesa de Wuhan, no final de 2019.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estimou que, levando em consideração o excesso de mortalidade direta e indiretamente vinculado à covid-19, os resultados da pandemia podem ser duas a três vezes superiores aos registados oficialmente.

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