Número de mortes sobe e internamentos em queda

Boletim diário da DGS indica que foram registadas mais 17 mortes e 2983 casos de covid-19 em 24 horas. Estão 695 pessoas internadas (menos 49), das quais 139 em unidades de cuidados intensivos (menos cinco).

Foram registados mais 2983 casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde (DGS). O relatório desta quarta-feira (18 de agosto) indica também que morreram mais 17 pessoas devido à infeção por SARS-CoV-2.

Os dados mostram que o número de internados volta a descer para 695 (menos 49 face ao reportado na terça-feira). Deste total, 139 doentes estão em unidades de cuidados intensivos (menos cinco).

Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de incidência de infeções pelo coronavírus SARS-CoV-2 nos últimos 14 dias e o índice de transmissibilidade (Rt) não foram atualizados como é hábito à quarta-feira devido a um atraso no processo, estando previsto que a situação seja ultrapassada na quinta-feira.

Maioria de novos casos e mortes em Lisboa e Vale do Tejo

Lisboa e Vale do Tejo volta a ser a região com o maior número de novos casos (1146) e aquela onde ocorreram mais mortes associadas à covid-19 em 24 horas (seis).

Registaram-se mais 858 diagnósticos da infeção por SARS-CoV-2 no Norte, 419 no Centro, 287 no Algarve e 185 no Alentejo. Nas regiões autónomas, foram confirmados 45 novos casos na Madeira e 43 nos Açores.

No que se refere à idade das vítimas mortais, o boletim da DGS indica que 12 tinham mais de 80 anos, quatro entre 70 e 79 anos e uma entre 60 e 69 anos.

Além das seis mortes que ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, foram confirmados mais quatro óbitos no Centro, três no Algarve, dois no Norte e dois no Alentejo.

Sobre a caracterização etária dos novos casos de infeção confirmados, é nos jovens entre os 20 e os 29 anos que se registaram mais casos, com mais 879 infetados nas últimas 24 horas.

Seguem-se as faixas etárias entre os 10 e os 19 anos (641 novos casos) e entre os 30 e os 39 anos (362 novos casos).

Dados mostram que há mais 2206 casos de pessoas que recuperaram da doença, totalizando 947 465, pelo que o número de casos ativos sobe para 44 505 (mais 760 face ao dia anterior).

Portugal confirmou, desde o início da pandemia, mais de um milhão de infetados (1 009 571) e 17 601 óbitos.

Relatório da DGS indica ainda que há menos 1115 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde, num total de 51 013.

Também nesta quarta-feira foi anunciado que o aumento de casos de covid-19 nos últimos dias no Porto Santo levou as autoridades de saúde da Madeira a instalar um novo espaço com 50 camas para isolamento de pessoas infetadas, no pavilhão multiúsos da ilha.

"Na sequência do aumento do número de casos covid-19 no Porto Santo, foi assegurada a disponibilização de um novo espaço para alojar doentes, no pavilhão multiúsos, uma vez que a unidade hoteleira dedicada a estes casos está quase a esgotar a sua capacidade", lê-se na informação divulgada pelo gabinete do secretário da Saúde madeirense.

Letalidade nos idosos é três vezes maior do que nos vacinados

Nesta quarta vaga que o país atravessa, a letalidade nos idosos não vacinados é três vezes maior do que nos vacinados.

Olhando para os boletins epidemiológicos divulgados diariamente durante o mês de julho, percebe-se que mais de metade dos óbitos foram na faixa dos 80 e mais anos. De um total de 260 óbitos, 135 foram nesta população. E segundo os dados disponibilizados ao DN pelo diretor de Serviços de Informação e Análise da Direção-Geral da Saúde (DGS), André Peralta Santos, a taxa de letalidade nesta faixa etária triplicou entre os idosos ainda não vacinados em relação aos que já tinham a vacinação completa.

Os dados recolhidos pela DGS demonstram que a taxa entre os que ainda não tinham qualquer dose de vacina e ficaram infetados foi de 19,6%, entre os que já tinham uma dose foi de 12,3% e entre os que tinham as duas doses foi de 6,4%.

Papa defende que vacinação é um "ato de amor"

E tendo em conta o papel da vacinação no combate à pandemia, o Papa Francisco defendeu esta quarta-feira que vacinar-se contra a covid-19 é um "ato de amor" para proteger os mais frágeis, numa campanha para promover a vacinação, com representantes da Igreja Católica na América Latina, incluindo do Brasil.

"Vacinar-se é uma forma simples mas profunda de promover o bem comum e de cuidarmos uns dos outros, especialmente dos mais vulneráveis", disse o Papa, numa mensagem de vídeo que faz parte da campanha "It's up to you" ("Depende de ti"), da responsabilidade das organizações norte-americanas Ad Council e COVID Collaborative.

Na mensagem, divulgada nas redes sociais e no YouTube, o mais alto representante da Igreja Católica apelou ainda a que cada um contribua para erradicar a pandemia com um "pequeno gesto de amor".

Notícia atualizada às 15:11

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