Maior risco de cancro obriga a atenção reforçada a PMA

Investigadores consideram que é necessário olhar para o grupo das mulheres que fazem fertilização in vitro com especial atenção

As mulheres que recorrem à fertilização in vitro (FIV) têm mais probabilidades de desenvolver cancro dos ovários, embora o aumento do risco de contrair a doença esteja mais relacionado com a causa da infertilidade e não com os tratamentos. Esta é a principal conclusão de um estudo feito no Reino Unido com uma amostra de mais de 250 mil mulheres, cujos resultados foram apresentados recentemente numa conferência sobre fertilidade nos EUA.

Segundo Alastair Sutcliffe, do Instituto de Saúde da Criança da University College of London, os dados sugerem que o aumento do risco de aparecimento do cancro dos ovários esteja mais relacionado com a natureza das mulheres que recorrem à FIV do que com os tratamentos em si. No entanto, o investigador não exclui que possa existir uma "pequena possibilidade" de o procedimento aumentar a probabilidade de contrair doenças oncológicas, como já foi demonstrado em investigações anteriores.

Entre as 255 786 mulheres estudadas, que se submeteram à fertilização in vitro entre 2001 e 2010 no Reino Unido, na Escócia e no País de Gales, 15 em cada dez mil desenvolveram cancro dos ovários, quando na população em geral a média é de cerca de 11 em cada dez mil. Para os especialistas de saúde britânicos, avança o Telegraph, as conclusões são graves e é preciso pensar se deve ser oferecida vigilância a estas mulheres e de que forma.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG