Sónia entrou meio anestesiada na prisão

Sónia Lima deu entrada ontem à noite na enfermaria da ala psiquiátrica do hospital prisional de Caxias. Respondeu mecanicamente às perguntas e exibiu um sorriso que intrigou os guardas prisionais

Com um ar "anestesiado". Assim deu entrada ontem à noite, no hospital prisional de Caxias, a mulher que terá afogado as duas filhas menores na segunda-feira à noite, na praia de Giribita (Caxias, Oeiras). Indiciada por duplo homicídio qualificado, Sónia Lima, de 37 anos, passou na zona de admissão do hospital prisional de Caxias esboçando um sorriso que intrigou os guardas prisionais, segundo soube o DN com fonte ligada ao sistema. A nova presa preventiva do hospital prisional de Caxias pareceu reagir mecanicamente como se ainda não tivesse "caído em si".

Sónia respondeu mecanicamente ao questionário habitual que é feito aos presos recém admitidos mas não fez qualquer comentário sobre o crime que terá cometido, de arrastar as duas filhas (uma de 19 meses e outra de quatro anos) para a morte no mar.

Como apresenta um quadro depressivo e é potencialmente suicida, Sónia não foi colocada numa cela individual do EP de Caxias mas sim na enfermaria da ala de psiquiatria, onde está mais vigiada e acompanhada. Até estar mais controlada ficará neste estabelecimento prisional. Depois será transferida para outro, provavelmente para o EP feminino de Tires (Cascais), a aguardar o julgamento em prisão preventiva.

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