Ninguém quer os terrenos da Feira porque há pouca área de habitação

Presidente da Associação de Mediação Imobiliária diz que momento em Portugal não dá confiança aos investidores. E escassez de área para habitação é um dos obstáculos

A segunda tentativa de venda dos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa falhou. Uma vez mais voltou a não surgir qualquer proposta para a hasta pública. Afinal, porque não há interessados em comprar os terrenos? Para Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), a área destinada a uso habitacional (25 a 35%) é demasiado pequena e este não é o momento indicado para a venda, uma vez que se vive um momento de incerteza política no país.

A hasta pública dos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, esteve inicialmente agendada para 20 de outubro, mas o leilão foi adiado para 3 de dezembro por falta de interessados. A iniciativa acabou por não se realizar porque o município voltou a não receber "qualquer proposta de acordo com os requisitos definidos" no caderno de encargos da alienação, cujo preço-base era de 135,7 milhões de euros. Em comunicado, a autarquia ressalva, porém, que houve "três manifestações de interesse firmes e fundamentadas de investidores devidamente identificados, com solicitação de prorrogação para a entrega de candidaturas que estão ainda a ser desenvolvidas". "A Câmara Municipal de Lisboa irá avaliar os pedidos e anunciará em breve a decisão sobre o seguimento do processo, tendo em vista a salvaguarda do interesse público e o adequado desenvolvimento da cidade de Lisboa."

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