Sobe para 34 o número de infetados com legionela no surto do S. Francisco Xavier

Duas pessoas já morreram na sequência deste surto

Subiu para 34 os casos confirmados de doença dos legionários no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, encontrando-se cinco doentes infetados em unidades de cuidados intensivos, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS). O balanço anterior dava conta de 30 infetados.

O novo boletim epidemiológico da DGS sobre este surto de legionela, datado das 12:00, indica que todos os infetados com a bactéria têm doenças já existentes.

Destes 34, dois morreram, um teve alta e os restantes encontram-se internados. Destes casos, 22 são em mulheres. No que respeita a idades, 23 casos correspondem a pessoas com idade superior ou igual a 70 anos.

Tal como anunciara na segunda-feira, na sequência deste surto morreram duas pessoas.

As autoridades já identificaram nas redondezas do Hospital S. Francisco Xavier pelo menos sete equipamentos potencialmente produtores de aerossóis e onde poderá também ter começado o surto.

Segundo o presidente dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), a maior probabilidade é que o surto tenha origem nas instalações do hospital, mas por precaução a Administração Regional de Saúde (ARS) e o delegado de saúde fizeram o levantamento dos equipamentos potencialmente geradoras de aerossóis para fazer análises.

Em declarações à Lusa, Paulo Correia de Sousa afirmou que a atividade dos SUCH se circunscreveu às instalações do Hospital S. Francisco Xavier, mas que deram "um contributo para ajudar a identificar quais os equipamentos que eram potencialmente produtores de aerossóis", os únicos que podem levar à transmissão da bactéria.

Três torres de arrefecimento encerradas

No hospital já só funciona uma das quatro torres de arrefecimento. Na sexta-feira, quando houve o alerta de três situações, "encerrámos os equipamentos potencialmente geradores de aerossóis, emissores de gotículas, sem desativar o hospital", disse Correia de Sousa, explicando que das quatro torres de arrefecimento do hospital foram encerradas três (que ainda se mantêm desligadas) e a outra foi "tratada", mas, como o bom funcionamento da unidade hospitalar depende dela, ficou a trabalhar.

"As medidas curativas de choque recomendadas são químicas e térmicas e isso fizemos na sexta-feira e sábado durante todo o dia a estas instalações que têm de ficar a trabalhar, assim como a toda a rede de águas", explicou o responsável dos SUCH, sublinhando que ainda hoje três torres estão desligadas porque não são essenciais para o hospital funcionar, uma vez que trabalham com equipamento de produção de energia.

À espera dos resultados de análises

O presidente dos SUCH explicou que desde sexta-feira que as equipas destes serviços estão no S. Francisco Xavier a debelar a fonte que julgam ser a origem do surto. "Estamos à espera dos resultados das análises feitas antes dos choques térmicos e químicos e depois (na sexta-feira, sábado e segunda-feira). Aliás, eles estão a ser alargados a outras unidades do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental [CHLO] de forma cautelar", acrescentou.

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