Jornalistas da RTP agredidos em Chelas

Estariam a investigar a violação de um menor

Um repórter de imagem da RTP foi esta quinta-feira agredido no exterior de uma escola em Marvila, em Lisboa, alegadamente por familiares de uma criança envolvida num suposto caso de violação entre alunos, disse à agência Lusa fonte policial.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), a equipa da RTP, composta por uma jornalista e um repórter de imagem, tinha-se deslocado para junto da Escola Básica dos Lóios, na freguesia de Marvila, para realizar uma reportagem na sequência de suspeitas relacionadas com "a eventual violação de um menor por outro menor", alunos daquele estabelecimento de ensino.

Pouco tempo depois de chegar ao local, a equipa da RTPterá sido abordada por familiares do aluno suspeito da violação, tendo "agredido o repórter de imagem" que teve de receber tratamento no Hospital de São José, relatou o Cometlis.

Outra fonte policial disse à Lusa que neste momento não há nenhum detido nem suspeitos, acrescentando que o homem anteriormente detido foi libertado, pois não tinha nada a ver com a ocorrência.

Esta fonte relatou ainda que a polícia está a investigar a "eventual violação" ocorrida entre os alunos menores.

O Sindicato de Jornalistas (SJ) "condena veementemente" a agressão sofrida hoje por dois jornalistas da RTP durante uma reportagem junto a uma escola da freguesia de Marvila, em Lisboa, sobre um alegado caso de violação entre alunos.

"O SJ condena veementemente a agressão de que hoje foram vítimas dois jornalistas da RTP, durante o exercício pleno da sua missão: informar imparcialmente um acontecimento", refere o sindicato, sublinhando a "gravidade da agressão de que foi vítima o repórter de imagem que, apesar de identificado, sofreu agressões físicas e necessitou de assistência hospitalar".

"Esta situação é absolutamente inadmissível num Estado onde o direito à informação é constitucionalmente garantido. É absolutamente reprovável que dois cidadãos sejam agredidos no exercício da sua profissão, mais ainda quando a sua missão profissional é informar imparcialmente um determinado acontecimento", frisa o SJ, em comunicado enviado à agência Lusa.

O sindicato lamenta ainda "que num país democrático onde o direito à informação é constitucionalmente garantido, situações como esta continuem a existir ameaçando o exercício pleno do jornalismo".

O comunicado termina com um apelo às autoridades.

"O SJ exige às autoridades o apuramento, até às últimas consequências, de responsabilidades neste caso, e disponibiliza, desde já, todo o apoio necessário aos jornalistas em causa", sublinha a nota.

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