Inventor apresenta avião que vai de Nova Iorque ao Dubai em 24 minutos

O avião de Charles Bombardier ainda enfrenta muitos desafios antes de ser viável

Um inventor canadiano parece ter encontrado uma solução para os voos intermináveis a atravessar o Atlântico ou o Pacífico: um avião capaz de viajar 24 vezes mais depressa do que o som, que levaria os seus passageiros de Londres a Nova Iorque em apenas 11 minutos.

O desenho conceptual do engenheiro Charles Bombardier mostra um avião chamado Antipode, com quatro asas e capacidade para 10 passageiros, que usaria motores de foguetão para descolar. O jato privado seria destinado para executivos e líderes mundiais.

O desenho do Antipode surge apenas alguns meses após Bombardier ter revelado o seu conceito para um outro avião ultra-rápido, o Skreemr. O Skreemr teria capacidade para 75 passageiros e faria a viagem de Londres a Nova Iorque em meia hora. Mas já na altura Bombarbier destacava o principal problema desse projeto: não há abundância de materiais que resistam ao calor que se gera quando se viaja a velocidades várias vezes superiores à do som.

O Skreemr dependia da propulsão por scramjet, um tipo de motor que funciona através da combustão de oxigénio líquido extraído da atmosfera quando esta passa através da nave. Por não ter de transportar combustível, um avião assim torna-se mais leve e rápido. O problema está na velocidade necessária para fazer um motor destes funcionar, que se tornaria desconfortável para os passageiros e provocaria dificuldades aos materiais devido ao calor.

Bombardier parece ter resolvido pelo menos a segunda parte do problema com o Antipode. Este novo conceito de avião tem a capacidade de usar jatos de ar frio para arrefecer a frente do avião e as asas. Entradas de ar no "nariz" do avião permitiriam a entrada destes jatos para percorrerem o corpo do avião e o arrefecerem.

Mas como o próprio inventor admitiu em entrevista à revista Forbes, o Antipode também tem os seus problemas. Por exemplo, as entradas de ar no avião funcionam bem em naves como vaivéns espaciais, mas são muito boas para arrefecer o Antipode porque este tem asas. "A atual configuração do Antipode não tem a forma ideal nesse aspeto", afirmou Charles Bombardier.

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