Zuckerberg voltou a Harvard para receber Honoris Causa

Fundador do Facebook foi aluno da universidade, mas desistiu no segundo ano para completar o seu projeto

Esta quinta-feira foi um dia muito especial na vida de Mark Zuckerberg, o quinto homem mais rico do mundo: regressou a Harvard, a universidade que abandonou no segundo ano para se dedicar ao Facebook, para discursar na cerimónia de entrega de diplomas dos alunos e para receber um título honoris causa.

No seu discurso, Zuckerberg pediu aos alunos para "não só criarem novos empregos, mas também um novo sentido de propósito".

E lembrou que "vivemos num tempo instável", sublinhando que "as forças da liberdade e comunidade global contra as forças do autoritarismo, isolamento e nacionalismo" são "a luta do nosso tempo".

Aproveitando que tinha a mulher, Priscilla Chan, na audiência, Zuckerberg apontou para o dormitório onde lançou o Facebook e partilhou que conhecê-la foi a melhor coisa que lhe aconteceu na universidade.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.