"Zonas residenciais terão horários de diversão noturna mais restritos"

"É fundamental encontrar locais propícios à diversão noturna para podermos limitar os horários nas zonas residenciais", diz Duarte Cordeiro, vereador com o pelouro da higiene urbana da Câmara de Lisboa em entrevista ao DN

No último debate na Assembleia Municipal de Lisboa sobre o estado da cidade, no dia 27, o presidente da câmara municipal (CML), Fernando Medina, anunciou que iria ser apresentada uma nova proposta de horário de funcionamento dos bares. Em que consiste?

A revisão do regulamento dos horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais da cidade de Lisboa contempla a criação de duas zonas distintas: a zona ribeirinha da cidade, onde os horários dos estabelecimentos são livres e uma zona referida como residencial onde, por questões de segurança e de proteção da qualidade de vida dos cidadãos, são estipulados horários mais restritos de funcionamento. A zona residencial terá restrições nos horários semelhantes às restrições que o município introduziu na zona do Bairro Alto, do Cais do Sodré, da Bica e de Santos. Os bares passarão a fechar às 02.00 de segunda a quinta-feira e às 03.00 às sextas, sábados e feriados. Apenas estabelecimentos com características que permitam a insonorização do ruído poderão funcionar até mais tarde. As chamadas lojas de conveniência passarão a fechar à meia-noite.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.