Vive no centro da cidade? É mais feliz e saudável do que seria nos subúrbios

As pessoas que vivem em áreas residenciais urbanas apresentam níveis mais baixos de obesidade e praticam mais exercício físico do que os que residem nos subúrbios

Um novo estudo revela que as pessoas que vivem no centro das cidades são mais ativas, mais sociais e menos obesas, quando comparadas com aquelas que vivem nos subúrbios.

A investigação é da Universidade de Oxford e da Universidade de Hong Kong (UHK). "À medida que as cidades ficam mais compactas, tornam-se mais acessíveis. Áreas residenciais mais densas são destinos melhor desenhados e mais atraentes. Somos menos dependentes dos nossos carros e usamos mais os transportes públicos", explicou o professor assistente da UHK e coautor da pesquisa, Chinmoy Sarkar.

Citado pelo The Guardian, o estudo comparou mais de 400 mil habitantes de 22 cidades britânicas, entre as quais Londres, Glasgow e Cardiff, e concluiu que são mais saudáveis as pessoas que vivem em áreas com mais de 32 casas por hectare.

As áreas suburbanas, com cerca de 18 casas por hectare, têm a maior taxa de obesidade e a menor taxa de prática de exercício, uma vez que muitas destas zonas residenciais se encontram perto de autoestradas e o meio de transporte mais usado é o automóvel.

Os autores do estudo defendem que as conclusões a que chegaram devem incentivar os políticos a promover os benefícios da vida urbana: "Se convencermos os políticos de que isto é uma questão de saúde pública, podemos construir comunidades bem planeadas e, a longo prazo, fazer uma grande diferença nos resultados em termos de saúde", disse o professor Sarkar.

"Podemos planear bairros multifuncionais e atraentes que promovam a atividade física, a interação social e protejam da poluição e da sensação de insegurança", acrescentou.

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