Universidades pedem mais cem milhões de euros para "funcionamento normal"

Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas fala num "subfinanciamento" no orçamento para o ensino superior

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) defendeu hoje que, para aquelas instituições voltarem a ter um "funcionamento normal", teria que haver um aumento orçamental de pelo menos cem milhões de euros.

Durante um almoço com jornalistas em Braga enquanto reitor da Universidade do Minho, António Cunha referiu que aquela seria a verba que daria às universidades capacidade de terem "níveis de investimento nas infraestruturas adequadas a um ensino universitário de qualidade".

O reitor da academia minhota explicou que ainda não discutiu com a tutela os valores da fatia orçamental para o ensino superior no próximo Orçamento do Estado, mas lembrou que é "largamente aceite" que "existe um subfinanciamento" no setor universitário.

"Para o funcionamento normal das universidades, nomeadamente para sermos capazes de voltar a ter níveis de investimento nas infraestruturas adequadas a um ensino universitário de qualidade, estamos a falar de valores de pelo menos um aumento na ordem de cem milhões de euros", defendeu António Cunha.

Segundo o presidente do CRUP, "hoje é largamente aceite, quer no setor universitário, quer fora dele, nos meios governamentais, que existe um subfinanciamento do Ensino Superior".

Questionado sobre o que espera do próximo Orçamento do Estado, António Cunha deixou uma mensagem de alguma esperança: "Esperamos que o novo Orçamento do Estado, que está agora a ser discutido e preparado, possa inverter uma situação de cortes significativos que aconteceram nos últimos anos", respondeu.

O presidente do CRUP deu conta que as conversações com a tutela, a cargo do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, ainda estão em fase embrionária.

"Nós certamente falaremos muito proximamente com o senhor ministro e só partir daí terei alguma ideia", disse.

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