Um Natal a fazer 'trekking' no Nepal ou a festejar no Brasil

Viajar pelo mundo e passar o Natal no Nepal ou então estar com a família no Brasil. Eis duas formas diferentes de festejar o Natal

Festejar com dois amigos

Há três meses, Tânia Neves, 33 anos, saiu de Lisboa para viajar sozinha pelo mundo. "Queria viajar, conhecer, conhecer-me a mim própria", conta ao DN a fotógrafa, numa conversa telefónica a partir de Katmandu, a capital do Nepal. É nas montanhas daquele País, a fazer trekking, que vai passar o Natal. Está com dois amigos, uma portuguesa e um italiano, que trabalham na área do cinema.

"Tenho estado a viajar sozinha, mas combinámos passar o Natal juntos". Nas vésperas, poucas certezas sobre a noite de consoada: "Acho que vamos beber uma cerveja e ligar aos nossos pais". Depois de visitar a Rússia, a Sibéria, a Mongólia, a China, a Coreia do Norte, a Índia e o Nepal, Tânia segue a meio de janeiro para o Camboja. "Uma viagem de sonho".

Nem parece Natal

"Acabei de chegar ao Rio de Janeiro para passar o Natal com a minha irmã e confesso que, se não fossem algumas decorações de Natal nas ruas e o facto de estarmos a combinar detalhes das refeições da quadra com amigos, achava que estava a passar férias no Brasil num mês de verão qualquer do meu calendário", conta Sofia Galeão Figueiras ao DN.

No que diz respeito ao jantar deste sábado, as escolhas também já estão feitas. "Vamos optar por sabores brasileiros na Consoada mas talvez arrisquemos pequenas incursões aos doces minhotos. A única tradição incontornável é beber vinhos portugueses (vontade minha e exigência geral dos convivas), uma vez que tudo o resto será uma mistura de descontração e de mente aberta. Refeições e troca de presentes estão agendadas. Idas à praia e forró também. Não me lembro dos sinos, das couves nem das rabanadas: aqui todos os dias são uma festa. Como adoro o Natal e procuro que seja uma data animada, estou curiosa com este novo formato em que não vai faltar música e alegria", acrescenta.

Certo é que considera ser este o melhor local do mundo para esta altura do ano. "O Brasil é talvez o melhor cenário do Mundo para brindar às coisas boas, partilhar sorrisos e celebrar. E o Natal deve ser mesmo isso: um brinde à vida."

Celebração de recolhimento e meditação interior

"À medida que avanço na idade e depois dos sobressaltos da vida, o meu Natal é cada vez mais uma celebração do sagrado repouso depois da agitação do trabalho (que nunca cessa), uma celebração do recolhimento e da meditação interior e sobretudo da celebração do amor, da amizade e da fraternidade", conta ao DN José Manuel Anes, ex-presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT).

Lembrando todos os amigos e familiares (incluindo os que já partiram), o professor universitário, natural de Lisboa, de 72 anos, sublinha também a sua ligação à maçonaria. "No final do século passado fui responsável por uma organização iniciática que tem como lemas Perit ut Vivat e a Adhuc Stat, apelos ao renascimento e à ressurreição neste mundo e proclamação de que o templo apesar de tudo continua de pé, arte difícil mas na qual importa investir todo o nosso empenho e sabedoria. Que a Paz e o Amor vivam entre nós! Shalom! Pax! Salam!".

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